Trash Humpers, Harmony Korine
Posted in cinema, filmes, vídeos on Setembro 10, 2009 by felipeNovo filme do Korine:
A volta da não-linearidade e do cinema-verdade do mestre. De nada.
Sobre a série Labirinto de comédias
Posted in o blog on Agosto 8, 2009 by felipeTenho noção de que os textos todos serão enfadonhos, praticamente uma lista de filmes, sem nenhum valor agregado, sem PRODUZIR CONTEÚDO, e me chateio por isso. Só que já comecei, agora azar.
Labirinto de comédias vale minimamente para quem ler ter uma noção de que esses filmes não estão “soltos no ar”. Não estou dando as bases do conhecimento, nem pretendo. Quem vê um filme, um ator, tem capacidade de lembrar dele se vir de novo, claro. E muitos nem se importam se todos esses atores estão há 10 anos fazendo filmes juntos, “chamando” gente nova. E de fato nem é importante. Eu que sou fã e acho legal.
Enfim, é só não ler. Não me julgue por eu ter feito isso.
Labirinto de comédias (II)
Posted in cinema, filmes, tv on Agosto 8, 2009 by felipeO primeiro membro do Frat Pack que eu conheci provavelmente foi o Ben Stiller. A memória é confusa, não sei dizer quando e como o conheci, mas quando O pentelho (The cable guy, 1996) foi lançado e recebido simplesmente como um filme ruim do Jim Carrey, eu tinha uma noção de quem era Ben Stiller, diretor do filme. Não sei como, porque é cronologicamente impossível. Fato é que Cable guy é subestimado e tem participação do Jack Black, que eu, agora sim, não tinha a mínima idéia de quem era, na época.
Zoolander (2001). Era um filme que passava na tevê. Não via e tinha raiva. Antes disso, Ben Stiller já tinha feito Quem vai ficar com Mary? (There’s something about Mary, 1998), mas eu não prestei atenção nele e era um filme dos irmãos Farrelly (de Débi e Lóide e Kingpin), uma classe cômica alheia ao post, mas que administrava meus risos então.
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O que está escrito acima morreu, mas como perdi tempo escrevendo, ao tentar começar o post, fica.
O melhor filme do Ben Stiller é Starsky e Hutch. Passava umas 4 ou 5 vezes por semana na tevê. Foi nessa época que comecei a me ligar no Frat Pack, porque junto com esse filme, outros pipocavam muito. A saber: O âncora – A lenda de Ron Burgundy, A inveja mata.
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Para provar que tentei, esses trechos acima foram minhas tentativas fracassadas de continuar essa série de posts. Datam do começo de maio.
Então eu partirei para o mais simples: listar filmes. Ainda assim, não serão todos. Começo com o Will Ferrell.
O auge do Will Ferrell está em O Âncora – A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy) Ele ainda não conseguiu igualar essa performance.
O segundo grande momento dele é uma participação pequena em Penetras bons de bico (Wedding crashers). Vale também citar Starsky e Hutch, que traz outra ponta.
E esses 3 filmes são, para mim, o básico. São os três melhores filmes de todo o Frat Pack (FP). Ferrell representado num, Vince Vaughn e Owen Wilson no segundo e Ben Stiller (e Owen Wilson, de novo) no terceiro. São auges nas carreiras, na minha opinião, pelo menos nessa “fase clássica” do FP.
Muitos citariam Old School (Dias Incríveis) como o verdadeiro clássico, já que é anterior e trata de fato de um grupo de caras que forma uma fraternidade universitária. Só que falta Ben Stiller, Owen Wilson, entre tantos outros caras que, nos outros, começaram a fazer aparições, para depois se tornarem fixos e terem, hoje, “filmes próprios”. É recomendado assistir a esse, de qualquer maneira, porque é dos bons.
Por “fase clássica” eu quero dizer: época em que um iniciante ainda não manja quem são os caras que fazem pequenos papéis nos filmes; época em que esses caras já citados predominam. São o centro do círculo.
Continuo, porém, com Ferrell, agora com outros filmes em que ele é protagonista: Ricky Bobby – A toda velocidade (Talladega nights), Um duende em Nova York (Elf), Papai bate um bolão (Kicking and screaming), Escorregando para a glória (Blades of glory) e Quase Irmãos (Stepbrothers). Por mais que o Will Ferrell tenha decaído e por fracos que alguns desses filmes sejam, pequenos momentos sensacionais são suficientes para mim. E isso vale para TODOS os filmes dessa série de posts. Ao longo dela citarei filmes que até achei palha, mas que têm partezinhas e detalhes na atuação dos caras (um olhar, um jeito de falar, uma frase) que são destruidoras e elevam o filme a outro patamar. Coisa que, pelo menos comigo, não costuma acontecer com filme ruim de outros gêneros.
Parto para o Vince Vaughn. É o grandão eloqüente, muitas palavras e com velocidade. Já estava de antagonista em O Âncora. Destaco o já citado Penetras pela sua performance e por ser “um filme de verdade”, diferente de Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story), que é mais uma comédia boba de azarão-que-se-dá-bem-no-final do que uma historinha mesmo. Não que Penetras tenha UMA TRAMA, um ROTEIRÃO, mas se o cara assiste, ele saca o que quero dizer. É como O Âncora, não é filme, é uma palhaçadinha em volta de um personagem criado – no caso do Anchorman – pelo Will Ferrell. Já Starsky e Hutch “é filme”, tem a dupla de policiais, tem o caso a ser resolvido; é comédia, mas tem trama “séria”. Não é tipo um quadro do Saturday Night Live tornado longa-metragem, se vocês me entendem.
Enfim, citei o Dodgeball porque é dos que eu gosto e tem o Vince Vaughn no papel principal. Ben Stiller é o antagonista. É um dos muitos que passa em vários canais várias vezes e sempre dá pra ver umas partes e rir. Ele tem um papel importante e está bem representado no também citado Old School. Outros filmes dele não considero muito, prefiro esses todos que já falei, em que ele aparece em papéis maiores ou menores. Mas vá lá: Fred Claus e Separados pelo casamento.
Ben Stiller. Ele é vilão no Dodgeball, mocinho no Starsky e Hutch , faz uma pequeníssima ponta n’O Âncora e faz o estilo Stiller clássico em todos os outros filmes: Uma Noite no Museu (Night at the museum); Entrando numa fria (Meet the parents); Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers); Quero ficar com Polly (Along came Polly). Apesar de ser considerado o centro do círculo, acho que o Ben Stiller é o que mais faz filmes fora do FP, é o mais popular, em fama e em apreciação do público, talvez. Pelo menos é o que tem mais projeção.
Além desses, cito A inveja mata (Envy)(que será falado no próximo post dessa série, quando Jack Black aparecer) e Duplex. Esse último é dirigido pelo Danny DeVito e traz basicamente Stiller e Drew Barrymore às voltas com uma velhota que lhes aluga um apartamento. Faz o tipo comédia de humor negro. Eu rio. E Zoolander está lá em cima, nos rascunhos. Stiller e Wilson. Não gosto tanto, mas tem seus momentos.
Além disso, muitas vezes o Ben Stiller faz a função de produtor, ou seja, investe, acredita nas comédias. Também dirige, como o recente Tropic Thunder, que ainda não vi.
Owen Wilson. Só recentemente ele ganhou um filme só para si: Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor, o último filme escrito pelo falecido mestre John Hughes. Antes ele até tinha sido protagonista, mas na fase pré-Comédias, com o Wes Anderson, então não importa. Faz ótima dupla com Vaughn em Penetras bons de bico e está em Uma noite no museu.
Cada um deles tem estilo próprio, acho todos muito engraçados: a infantilidade do Will Ferrell, a eloqüência e a raiva do Vince Vaughn, a aura de perdedor do Ben Stiller e a pilha hippie sussurrada do Owen Wilson.
Na próxima vez acho que falarei de Jack Black e Steve Carell. O post de abertura, uma leve introdução à série, está aqui.

Narizes, narizes…
Posted in comportamento, garotas, mulher, nariz, nariz grande com as tags beleza, big nose, fetiche, nose on Agosto 3, 2009 by felipeDeparei-me agora com essas fotos de 2005 que o tal Steven Meisel fez para a revista Vogue italiana. (Se existe uma maneira de um cara falar na Vogue italiana sem soar gay, avisem-me, que edito depois. Obrigado.)
O lance completo (imagino) está aqui, mas postarei apenas as fotos que me interessam, as que mostram um “antes e depois” dos narizes das modelos, cujos “defeitos” são reparados no Photoshop. Curioso como mesmo os narizes pequenos e considerados sem graça (por mim) PIORAM depois de suavizados digitalmente. A elas (clique para ampliar, se preferir, acho que rola):


Confesso que no caso dessa última foto eu gostei dos dois narizes. A concavidade se foi, mas apareceu uma bela reta de cima a baixo. Nas próximas, porém, a transformação fica crítica. São narizes pequenos cujos únicos detalhes que os deixam minimamente interessantes são retirados. Para piorar, e diferente das três fotos acima, a mudança apelou para o desagradável narizinho de boneca que, não contente em apresentar uma curvinha convexa sem graça, agora chama TODA a atenção para a já anteriormente presente ponta arrebitada, sonho de consumo de 9 entre 10 mulheres. Eram narizes pequenos, arrebitadinhos, mas que podiam ser levados em conta no âmbito do padrão de narizes (que eu considero) bonitos ou pelo menos legaizinhos, interessantes. Aí:

Isso aqui na esquerda para mim praticamente nem existe, sacou? Faz as contas e tenta adivinhar se essa coisa de conto-de-fada da direita sequer existe sob o conceito mais amplo de nariz, bicho.
E esse nariz aí de cima: possui? Não mude. Não tem nada de errado nele, jovem.
Muito se fala na ditadura da magreza, que a indústria da moda força as mulheres a serem anoréxicas ou a almejar um padrão absurdo. Não discuto. Agora quero saber de onde vem a idéia de que o narizinho de barbie é O Bonito. Dessas magrelas de 1 metro e 80 que vestem as roupas que não cabem na maioria das mulheres não é, porque as modelos são as que têm os narizes mais mirabolantes e (conseqüentemente) bonitos do universo feminino. Não me venham com bullying. Não são crianças de colégio que decidem o que é bonito e o que não é. Nem elas tiram onda de nariz, orelha, whatever grande por essas coisas serem feias ou bonitas; tiram onda porque são crianças, adolescentes inseguros e imbecis, nada a ver com “padrões de beleza impostos pela sociedade”. São vocês, garotas, que inventam que narizinho arrebitado é “harmônico e bonito e o sonho de toda mulher” e acabam desprezando qualquer “ossinho”, saliência ou curva “fora do lugar” nos seus narizes. Eu não sou louco, não sou um idiota, não sou a única pessoa que enxerga beleza em nariz grande. Nariz grande (gostar ou ter) não é uma aberração que choca a sociedade como – sei lá – coprofilia, minha gente. Não é um desvio bizarro de personalidade nem uma anomalia física rara ou curiosíssima. Take it easy.
V FANTASPOA – Guerra para a morte (1984) e fim
Posted in FANTASPOA, cinema, filmes on Julho 19, 2009 by felipeOntem foi meu último dia de Fantaspoa. Death warmed up, do David Blyth.
Sessão às 21h no Gasômetro. Noite movimentada, novamente com a presença do Blyth. Fui vitimado a depôr em vídeo para, pelo que entendi, uma espécie de documentário sobre o Fantaspoa. Sofregamente falei clichês nos quais não acreditava. Me senti deslocado dando entrevista, não me considero o público do festival, não sou “fã de filme de terror”, sei lá. Sequer me interessei em assistir ao Mangue Negro, uma produção nacional de zumbis, não acompanho “a cena” fantástica, não faço parte de nada. Meu negócio é Herzog, BUSCA, demência e maldade (e comédia). Ou nem isso. Entre outras bobagens, falei que, entre fantasia, ficção-científica e terror, preferia FC, mas nem sei se é verdade. Achei injusto (com o festival e com as garotas que estavam fazendo as entrevistas) fazer parte do vídeo. Talvez eu me saísse melhor tendo uns dias para pensar nas respostas antes de falar. Mas já era.
Guerra para a morte teve seus originais queimados e ficou perdido por 15 anos, até ter concluída sua reconstituição, baseada em cópias VHS e afins espalhados pelo mundo ou coisa parecida, não lembro. É um filme mais tradicional de “terror” dos anos 80. Zumbis, mutações genéticas, fuçadas nos cérebros que dão merda. Tem um clima meio Cronenberg, mas acho que com mais ação. Depois o Blyth disse que o Cronen foi de fato uma inspiração, mas eu já tinha me dado conta durante o filme, ok? O “mocinho” tem um visual Rutger Hauer em Blade Runner, que o Blyth disse que pirou quando viu. Para mim ele era um jovem Mel Gibson neozelandês mesmo, em vez de australiano, ahah.
O filme é legalzinho, se diferencia pelo final sem “duelo final”, algo que foi levantado no “debate” pós-filme. Pro Blyth duelo final não rola, não existe. Tanto é que o protagonista morre no final. Eletrocutado num cabo, sem intervenção nenhuma do rival. Rival esse que nem era o “vilão-chefe”, era um capanga mais assanhado (melhor coisa do filme, aliás), que é capa e cartaz do filme, inclusive.
É um filme B, claro, não vou dizer que o filme é palha, mal feito. É massa. Tem nojeiras, tem putaria soft, tem facada, tem tiro de espingarda. Mas é aquela coisa, vale mais pros entusiastas do que para mim.
E até o ano que vem, porque mesmo que eu não seja o público do festival, e mesmo que o SP Terror venha a roubar um pouco da projeção do Fantaspoa, quero mais é que o festival cresça muito, e traga mais gente de fora. Muito melhor que trazer um bando de hippies e comunistas, tipo o Fórum Social Mundial. Filme de terrô é melhor que política.
V FANTASPOA – O Bosque (2008)
Posted in FANTASPOA, cinema, filmes, vídeos on Julho 18, 2009 by felipeOntem foi meu penúltimo dia de Fantaspoa, fui ver El Bosque, uma produção independente argentina-mexicana. Foi no pior lugar de Porto Alegre, o Santander Cultural. O lugar onde é proibido tomar água enquanto esperamos entrar no cinema (depois de entrar na sala, pode tomar), onde é proibido tirar foto de PIXAÇÃO na parede em exposição de arte urbana, onde é proibido entrar pela porta principal se tu disser que vai ao cinema (aí só pode entrar pela porta lateral), aí não dá nem para ver de passagem o que estiver exposto por lá. Enfim.
O filme é legalzinho. Não sei o quanto eu posso comentar sem desvendar. Não que seja grande coisa ou super misterioso… talvez até por isso mesmo contar o que o filme é pode diminuí-lo ainda mais. Fato é que traz um velho que mora numa casa velha no meio de um bosque. Aí chega um casal de jovens e coisas estranhas acontecem. Veja o trailer:
Não é muito bom, mas não chega a ser ruim. Só acho que para o tipo de filme que é, teria que ser trimassa para ser considerado bom.
V FANTASPOA- Amarrados por prazer + Noites transfiguradas
Posted in FANTASPOA, cinema, filmes on Julho 18, 2009 by felipeSessão dupla (e lotada) de documentários do David Blyth, o cara do já mencionado Angel Mine.
Primeiro veio Transfigured Nights (2008), feito inteiramente com captação de webcams. Desde a abertura do site do Fantaspoa, senti medo desse filme. Uma viagem aos quartos de homens cujo prazer secreto (ou nem tanto) é se exibir via internet usando máscaras de borracha, de gás, de personagens de animê ou mangá, trajes de borracha, latex, spandex. Adicione a isso o prazer encontrado na constrição e na asfixia. Essa pira andando junto com transgenderismo, homossexualidade e tal.
Nível de interesse meu nesses temas? Nulo, eu diria. Nível de crueza, incômodo à sociedade, bizarrice? Alto. Chance de poder assistir um outro dia na vida? Acho que não. Foi menos bizarro do que eu esperava, não fui das pessoas que deram risadinhas estúpidas do alto de sua suposta normalidade. Menos ainda fui o cara que DORMIU E RONCOU a poucos metros de mim.
Destaque: um dos caras, com máscara de desenho japonês e traje imitando biquini, colocando vários sacos plásticos na cabeça e prendendo com elástico no pescoço, simulando uma masturbação feminina.
E Bound for pleasure (2002) adentra o universo da dominação, da submissão e do sadomasoquismo (BDSM), com depoimentos interessantíssimos de algumas Mistresses, as profissionais do bondage. As risadinhas foram maiores com esse filme, mas consegui conter minha irritação.
Risadinhas, sim, porque parece que é engraçado saber que muitos dos clientes dessas mulheres, os caras que gostam de passar, privadamente, por momentos de humilhação e flagelamento e até dar o cu são bem sucedidos executivos de empresas, homens que tem controle de tudo, poderosos e tal. Ri, babaca, ri. Tenta humilhar ou passar por cima desse cara no ambiente de trabalho, pra ver o que sobra de ti. Nada, otário, porque se o cara precisa desse tipo de liberação periodicamente não é porque ele é um panaca bundamole no dia-a-dia. E não faz de conta que, só porque tu não gosta de apanhar, se vestir de mulher e ser humilhado uma vez por mês, que tu também não tem um outro lado. Não importa qual lado nem de qual moeda. E é típico de mulher como a que riu no cinema achar graça nesse “cair da máscara do machão e da heterossexualidade”. Mas, adivinha, CADELA, esse mesmo cara que dá o cu pra mistress vai te arrebentar psicologicamente, porque fora da masmorra ele é o macho alfa, sacou? Ele não vai nem te dar chance de humilhá-lo, porque tu é espírito de porco e acha graça nessas coisas.
É o que eu acho, mas o doc é mais que isso e tem UM GRANDE MOMENTO. White trash: a mãe, 56 anos, uma véia podre, dominatrix treinada na Alemanha ainda jovem, pois seu talento para mandar e castigar fora reconhecido pelo tio. E o filho, um motoqueiro cabeludo podre, treinado pela mãe. WHITE TRASH, cacete, trailer trash. Isso sim foi comédia.
A parte final do documentário mostra um velhote, escravo de uma das mistresses que levam o filme. O velho ama incondicionalmente a mulher. A coisa mais importante da vida dele é servir à mistress e vê-la contente. E a mulher MACHUCA o pobre, ele chora de prazer e amor. E ele diz: é como uma droga, cada vez é necessário mais dor. E fica o apocalipse no ar, porque a gente sabe-porém-não-sabe até onde a coisa pode chegar.
É trimassa.
V FANTASPOA – Carrinhos da escuridão (2008)
Posted in FANTASPOA, cinema, filmes, vídeos on Julho 17, 2009 by felipeQualquer documentário poderia ser melhor com pelo menos narração do Herzog. Não é o caso de Carts of darkness, que é narrado e dirigido por Murray Siple, um cara que fazia filme de snowboard, até ser enviado para uma cadeira de rodas. Mas é bom documentário.
Trailer:
Morador de um bairro abastadinho, Siple resolve conhecer o mundo dos moradores de rua que recolhem latas e garrafas no bairro e arredores. Alguns deles praticam esportes radicais, a saber: descer as estradas íngremes do subúrbio de Vancouver em carrinhos de supermercado. Outros só bebem e fumam mesmo, tem outro que vive uma vidinha simples de plantar flores.
Al é basicamente o único que faz as descidas de carrinho no filme. Talvez porque um dos caras que também fazia isso morreu durante as filmagens, atropelado por um caminhão, e porque os outros são uns velhotes e alcoólatras. As corridas, então, ficam meio que em segundo plano, o lance fica mais centrado na vidinha dos caras, com altos e baixos, uns querendo morrer, outros naquela alegria/sabedoria de mendigo.
É massa. As descidas a 60-70km/h e as coisas relativas aos carrinhos são, obviamente, o mais interessante. Al mostra os tipos de carrinhos, quais os bons e quais os ruins para correr e catar garrafa, qual a técnica para pilotar o bagulho. Seguem trechos com o Al:
V FANTASPOA – Machine Girl (2008)
Posted in FANTASPOA, cinema, filmes, vídeos on Julho 15, 2009 by felipeVamos falar a verdade, pessoal: filme ruinzinho. Só não é ruim de verdade porque é bem divertido, engraçado, dá pra rir. É ruinzinho pela expectativa, talvez. É melhor que o chato Exte, por exemplo, mas vai comparar com Tokyo Gore Police, que também está passando no Fantaspoa – e também competindo – e vai ver como Machine Girl é idiota, é mal feito.
Me falta arsenal teórico, mas tentemos juntos esse post.
Hype e gritaria excessivos para esse filme. Não consegui colocar no mesmo saco que TGP, como esperava que seria. Colocaria – com ousadia, mas colocaria – no mesmo saco de Praga Zombie (embora só conheça o trailer), que é feito em vídeo e é, eu espero, descaradamente trash e ridículo. Não se trata de ofensa, não pretendo ofender, minha abordagem que é diferente, decerto. Nem estou dizendo que a sensação japonesa é a mesma coisa ou pertence ao mesmo gênero que um filme trash de adoradores de gore e zumbis argentinos. Minha percepção/recepção é que foi a mesma. Claro, o Machine Girl tem muito mais apelo para mim, verei a continuação quando lançarem, verei os outros filmes dessa equipe (a saber Frankenstein Girl VS Vampire Girl e RoboGeisha) sem receio nenhum. Já filme trash de grupos de amigos não verei, não me interessa, não acho graça na brincadeira com referências clássicas nem nas “sacadas” causadas pela falta de recursos. Não é a minha.
O negócio é que Machine Girl tem inconsistências no roteiro, na história, que irritam um pouco. Se há inconsistências em TGP (e não estou dizendo que não há), são menores, ou em menor número, ou atropeladas pela DEMENSIDÃO geral do filme, não me incomodaram. Não sei explicar o que foi, achei bobo o jeito do filme. O apelo cômico é mais mangolão, mais trash, não sei. E os efeitos são piores, talvez piorados mais pela fotografia clara e limpa, sem grandes tratamentos (como um vídeo trash feito no quintal). E mesmo as demências são piores, mais fraquinhas. Agrada mais um bobo-alegre do que a mim. Desculpa, mas depois de ver TGP, não acho graça quando decepam uma mão ou uns dedos e esguicha muito sangue, afinal isso é o esperado. E nem precisaria ter visto TGP para não me estourar de rir com uma cena simples dessas. Pessoas GARGALHARAM na primeira cena em que uma mão é cortada fora. Nigga, please.
Mas, porra, para dar uma CONCRETIZADA em tudo, votei BOM para Machine Girl. É legal, diverte bem. A japa (gata) tem a arcada dentária superior numa rotação uns graus à esquerda.
Para encerrar, tipo um endosso do próprio filme sobre si, sobre ser mal-feito: as meias que a machine girl usa no pôster não são as que ela usa no filme.
O trailer:



