Eu sou o terror sem fim.

Eu era só um coitado que ouvia Guns n’ Roses. Aí meu pai viu que eu era um “roqueiro” e resolveu participar, financiando meu primeiro cd: Nativity in Black, um tributo ao Black Sabbath. E depois, ao longo dos anos, foi me dando todos os outros discos do Sabbath, mas isso não importa pro post. Comecei tarde nessa coisa de ouvir música e comprar disco, e nunca fui um grande comsumidor, mas não me penitencio, longe disso; é graças a esse atraso e à pouca sede de consumo que eu não tenho Iron Maiden perdido aqui em casa.

O terceiro cd que meu pai me deu foi um improbabilíssimo Broken, uma caixinha de papel toda diferente e bonita, de um tal de Nine Inch Nails, que eu não conhecia, e meu pai, menos ainda. Gostei muito. Pena que hoje a banda não existe mais.

O segundo cd que meu pai me deu também chegou de surpresa. Uma capa muito chinela, desenhada, escrito “2 CD’s EM 1”; no verso do encarte, tinha a capinha do tal segundo CD, igualmente trash. O cdzinho era preto com as letras num rosa escuro, troço muito feio. E eu “Puta merda, e eu vou ter que dizer que gostei…”. Era Slayer – Show No Mercy/Haunting the Chapel. Mais tarde fui ter noção de que era o primeiro disco dos caras, lá do começo dos anos 80, e que o segundo cd que vinha, de apenas 4 músicas, era um EP, uma coisa que eu não sabia o que era, mas que o Broken do NIN também era. Botei pra ouvir no discman da minha irmã e veio vindo uma tosqueira seca: can, can, can.. can-gan-gan-gan-gan, can, can.. can-gan-gan-gan e um grito estridente. Fiquei bizarro. Entra o vocal, um berro podre e puto da cara que dizia blasting our way through the boundaries of hell, no one can stop us tonight. Eu nunca tinha escutado uma coisa daquelas, um som rápido e mau como aquele. O negócio vinha BLASTING mesmo, não era palhaçada. O tributo ao Black Sabbath tinha lá seus (então ilustres desconhecidos pra mim) Biohazard, White Zombie, Megadeth, mas nada que se parecesse com o SLAYER. Porém eu ainda estava meio desconfiado daquele grito fininho do começo da música, e a imagem dos caras não era das melhores (veja abaixo a parte interna do encarte). Eu me perguntava, jovem preocupado, egresso da modinha do Guns, se gostava-se daquilo, magrões com cabelos meio ridículos, olhos pintados!, roupas de couro com tachinhas.. o vocalista até meio Luiz Caldas era. E as fotos palha, porra, não ajudavam.

slayershownomercy.jpg

Mas evidentemente eu cedi à maldade sonora. Passei o verão ouvindo
esse disco, na praia. Ia e vinha pela Av. Paraguassu, de bicicleta, ouvindo que o Mal ia pegar minha alma.

Desde então o SLAYER nunca me deixou na mão. A banda mais destruidora de todas. Pode vir death, black, tudo misturado, mas nada supera o ódio que SLAYER proporciona. E o Kerry King tem um barbão trimassa.

HAIL, SLAYER!

slayercinzacinza.jpg

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7 Comentários em “Eu sou o terror sem fim.”

  1. Dora Says:

    Slayer é lindo. Tá. Agora eu vou ler o texto.

  2. Dora Says:

    Porra.. Pelo menos o teu velho te dava CDs. Meus pais nem isso. Eu tive que pegar um monte de CD do filho da minha madrinha, das coisas que ele nem ouvia mais. Peguei dele Slayer, Metallica e Sepultura – os antigos. E daí em diante comecei a buscar sozinha as coisas de metal e talz.

    Eu também comprei esse nativity in black de curiosa, até que ele é legal, mas eu prefiro o Sabbath puro mesmo.

    Não entendi… Como assim “Nine Inch Nails não existe mais”? Vc quis dizer que a época do Broken não volta mais? Por que a banda existe sim!.. Táx doudo?

    E Slayer… Repetindo… Slayer é LINDO, PORRA! Tá ligado nisso aqui?

    http://www.nationaldayofslayer.org/slayer/portuguese/

    6 de junho… mas pra mim todo dia é dia!!!


  3. […] Internacional do Slayer? Inspirada pelo post do Felipeta, eu lembrei de uma página que conhecia há algum tempo e fui caçar o link. A partir do dia […]

  4. felipeta Says:

    NIN é rock. ou, quem sabe?, “new rave”.. ihihihihihihi

    tô fora!

    SLAAAAAAAAAAAYEEEEEEERRRRRRR!!!!!!!

  5. Dora Says:

    Mané new rave porra!!! hjhalkdjhfakdjfhaskljdfh

    *começa a briga*

    Eu ainda gosto de NIN… Apesar do Trent ter escrotizado-se com o tempo…

    É que hoje em dia ele não é mais drogado… :/

    Enfim… SLAAAAAAAAAAAYEEEEEEEEEERRRRRRR PORRAAAAAAAAAAAAAAAAA!!

  6. Geovani A. Says:

    … difícil alguém não ter a sua iniciação rockística com Gn’R. E a crise de identidade logo depois também é foda, inevitável: “Eu me perguntava, jovem preocupado, egresso da modinha do Guns, se gostava-se daquilo…”. Agora Iron Maiden nunca me convenceu e confesso que quando conheci Slayer também não consegui me sentir tão cativado assim. Nunca fui muito de trash metal, propriamente dito. No máximo o Roots e o Chaos AD do Sepultura. A minha descoberta do popular “rock pauleira” foi com o Scum do Napalm, seguido do Live Corruption, consegui um VHS com uns shows, aí já viu né, depois disso deslanchou…

  7. estrella Says:

    nossssssssssa!


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