“Preservar memória é uma aberração”

Desde março tá rolando aqui em Porto Alegre esse Fronteiras do Pensamento, um ciclo de palestras cabeça com os pensadores fodões da atualidade. Não estou acompanhando, evidentemente, mas hoje resolvi ler o que tinha no caderno de cultura da Zero Hora. Era uma entrevista curtinha com um tal de Henri-Pierre Jeudy – um sociólogo francês que dá aula numa faculdade de arquitetura da França – que vai conferenciar terça-feira próxima.

Me chamou a atenção porque falava da preservação de prédios históricos das cidades (e a relação com a memória coletiva); falava mal, claro, porque se falasse bem eu provavelmente não leria. Eu não tenho uma opinião embasada ou definida sobre o assunto, mas não me agrada essa monumentalização toda que rola por aí.

A entrevista completa vocês podem ler no link que já passei; postarei as frases que mais gostei:

(…) o fato de haver lugares e comunidades que não se preocupam com a conservação é um signo de liberdade. É um modo de resistência à captura das culturas, à captura museográfica das culturas.

(…) A memória coletiva é algo muito livre, ela não está subordinada à conservação museográfica.

(…) A memória se preserva ela mesma. O que passa ao esquecimento é o que passa ao esquecimento. Preservar memória traz a idéia de que se vai gerir a memória. Que direito, hoje, se pode ter sobre a memória coletiva?

(…) A História que pertence à memória coletiva está sujeita sempre a novas interpretações. Se ela for determinada apenas pelos centros históricos, teremos um sentido único. Ora, a memória coletiva oferece interpretações muito mais variáveis. A memória coletiva exprime uma liberdade de culturas, uma liberdade total.

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(Eu não sei se tá certo o uso dos parênteses com reticências nas citações acima…)

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One Comment em ““Preservar memória é uma aberração””


  1. a bibliotecária diz: está errada a forma da citação.
    primeiro lugar, vêm entre aspas, mas como tu colocou em itálico, já deu um diferencial. ok.
    agora, a supressão, tá errada. deve vir entre colchetes, com espaço entre tudo. p.ex.:
    [ . . . ] <—– assim

    fora isso, vou ler a matéria toda, porque quando li parte dela, me fez pensar. acho que concordo com o tio pierre, porque essas partes da cidade não têm utilidade (no sentido mais funcional da palavra)


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