Tokyo-ga

Documentário do Wim Wenders. Uma homenagem ao diretor japonês Yasujiro Ozu, que eu desconhecia. Era rigidamente metódico, de poucas palavras, meditativo.

O documentário também é meditativo, na medida em que se arrasta estilo Koyaanisqatsi por Tóquio. Trimassa. Uma das primeiras seqüências hipnóticas acontece numa casa de pachinko. Centenas de esferinhas prateadas, dezenas de japoneses anos 80 cafajestes jogando. Mais adiante, centenas de japoneses “jogando golfe” num clube, milhares de bolinhas de golfe. Bizarrices tipicamente japonesas, como o pessoal se encontrando pra celebrar a cultura americana, vestido de Elvis e afins.

O grande momento, porém, é a cena do gurizinho que não quer mais caminhar e é arrastado pela mãe pela estação de trem. Ele dá um passo e se atira no chão. Imagino que se a mãe o pegasse no colo e andasse, ele gritaria, física e metafisicamente derrotado. Hail, nihil, toda força que aciona prejudica.

No alto de um prédio, ninguém mais, ninguém menos que Werner Herzog. Ele destrói a teoria de busca da verdade que o Wenders via em Ozu, dizendo que precisava subir numa montanha para conseguir ver um pouco de verdade em Tóquio, que lá embaixo era impossível. Completa falando de um projeto da NASA de testar tecnologia em Marte e Saturno, que ele gostaria de ir junto, porque lá seria mais fácil encontrar verdade, natureza. Herzogou.

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