…e “o” de Oscar.

Enquanto o mundo se achava o máximo por AINDA dar atenção ao Oscar, o véio acompanhava A Malvada (All about Eve, 1950), no TelecineCult.

Falar mal do cinema americano é muito fácil, se temos como referência os últimos – digamos – 20 anos. Acontece que nos Estados Unidos já foram feitos ótimos filmes. Eu admito que sou júnior quando se trata de cinema americano dos anos (50,) 60 e 70, conheço mais nomes (nem tantos) do que propriamente vi filmes, mas a ciência é que conta. Jogar toda a produção cinematográfica norte-americana no mesmo saco é o mesmo que dizer que filme brasileiro é (era) só putaria (pior é que hoje nem isso é).

Não pretendo fazer um dossiê do cinema americano das décadas mencionadas, muito menos do cinema brasileiro, tenho preguiça e não tenho que provar nada; se duvida ou é contrário ao que eu acho, você é um babacão intolerante ou é ignorante mesmo.

E eu não escrevo TEXTOS, quem tem costume de ler aqui já sabe disso. Não me preocupo em escrever bem, com encadeamento entre frases e parágrafos, muito menos em terminar o post retomando a idéia inicial, fechando com chave de bosta acadêmica para agradar o leitor. Tampouco escrevo pra desagradar, não sou um rebeldezinho. Simplesmente escrevo. Mas isso não tem nada a ver com o resto.

Nunca tinha visto um filme com a Bette Davis, para mim ela era “a malvada” do filme em questão (e não é) e gays gostavam dela (não sei de onde tirei isso, mas não inventei agora), nada mais. Não sei, que chovam comentários contra, mas achar atriz da antiga o máximo sempre foi coisa de boiola, pra mim. Não tem, hoje, essa bichona (Mika) que canta musiquinha pra Grace Kelly? Só uma amostra. Mas não importa, a velha Bette Davis era fodona, deu gosto assistir às 2 horas e 20 do filme, que também é muito afudê. Passei a última hora como senhor dos meus esfíncteres, estava estourando, mas não queria me ausentar. Talvez o fato de eu nunca ter visto nenhum filme com nenhum dos artistas presentes na obra tenha sido fundamental. Tudo parecia “real”, a autenticidade era sufocante, aquela quarentona estranha passava uma sensualidade bizarra com sua presença. Como acreditar nos filmes do hoje em dia? Eu SEI quem é aquela gente que está ali atuando. Mi dêxa. Quer saber da história, vai ler a ficha no link que eu dei lá em cima, que isso aqui não é blog de cinema.

Além de o filme ser muito massa, foi escrito e dirigido por Joseph L. Mankiewicz, que dirigiu o sensacional Jogo Mortal (Sleuth, 1972), com Laurence Olivier e Michael Caine. Nada a ver com nenhuma dessas bostas atuais de terror, convém ressaltar, se os links e o ano da produção não forem suficientes… Esse é baseado numa peça de teatro e tem tantas voltas e reviravoltas no fim, que hoje a gente assiste e se acha esperto porque já sabia como ia terminar (só que lá em 72 não chovia filme com surpresas e coisas do tipo). Tem um remake de 2007, com o Jude Law no lugar do Michael Caine e o Michael Caine no lugar do Laurence Olivier. Não verei.

Tem aí 2 recomendações de peso. E essa semana tem o clássico Operação França (quarta-feira, no TelecineCult), do famigerado 1971 – ano da violência (ano de Laranja Mecânica e Sob o domínio do medo). No meu computador, me aguardam: Hardcore – No submundo do sexo, do Paul Schrader (clássico roteirista do Scorsese); August Underground, uma filhadaputice sem tamanho gravada em vídeo digital por um maníaco comedor de cocô chamado Fred Vogel; e Der Todesking, do Jörg Buttgereit, diretor da obra-prima do cinema e da necrofilia Nekromantik.

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