Vídeo-arte, body art, performance…

Não lembro quantos anos atrás (3 ou 4), rolou aqui em Porto Alegre a exibição de uma antologia de vídeos: Endurance.

Dentro de uma caixa de madeira gigante pintada de vermelho, situada sob o sol do verão portoalegrense, nos jardins do DMAE, acompanhei as exibições, ao longo de 3 ou 4 dias. Creio eu ter sido a primeira edição do evento anual (até o ano passado, pelo menos), que já apresentou curtas da indie Miranda July e de outros cujos nomes esqueci. Como não lembro nem em que ano foi o Endurance, não lembro se houve alguma outra edição.

Endurance = resistência. Foi praticamente um negócio interativo. Nos 3 (ou 4) dias, caminhei até o local, sofrendo com o calor, para suportar o forno que era a “salinha” de exibição, levando o corpinho ao limite, agüentando vídeos entediantes, muitos sem som. Vídeo-arte é isso aí, bicho, como não comparecer? Como não gostar?

Não vou citar nomes como se conhecesse antes de ver a mostra, me limito a citar alguns destaques (porque achei videozinhos deles, motivo real do post):

  • Skip Arnold, que em 1992, realizou Punch. Uma barriga, um soco, 10 segundos. Todos riram e pediram pra voltar a fita e passar de novo. Genial. Rolou também Marks (1984): Intent: to use my body to make marks on the walls of an 8 x 8 x 8′ white room while an audience watched on closed circuit TV. The piece ended when I lost consciousness.
  • Paul McCarthy. Rolou Black and white tapes (1972) (aqui). Começa com o cara se arrastando no chão, passando por cima da tinta branca que despeja da lata em frente à sua cabeça, depois é ele nu, fazendo de conta que está no teto ou na parede.

E, infelizmente sem vídeo, teve o Bob Flanagan, o supermasoquista. É o cara que aparece no famigerado Happiness in slavery, do Nine Inch Nails. Passou no último dia, e foi o mais extremo. Sadomasoquismo culminando com a inserção de uma bola de metal de tamanho considerável no cu. Tive pesadelos naquela noite e acordei sentindo a dor de uma faca me cravando as costas.

Só.

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3 Comentários em “Vídeo-arte, body art, performance…”


  1. […] já citado Bob Flanagan. Sua vida, sua morte, e todas as atrocidades a que deve ter se submetido no caminho […]


  2. […] nenhuma edição do evento conseguiu superar a primeira, que foi praticamente interativa, mas comparecerei novamente. Minha chance anual de pegar um […]


  3. […] 2005 – ENDURANCE nos Jardins do DMAE Eu já mencionei a mostra Endurance antes, mas só agora tive acesso ao release oficial, que reproduzo […]


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