Quadrinhos

Meu amigo Perucando cita o site The Comics Reporter, que lista e comenta 50 coisas que não podem faltar numa coleção de HQ. Nunca fui um colecionador, e tem coisas nessa lista que são MUITO de colecionador mesmo, que nunca nem ouvi falar, obviamente. Uso essa lista como desculpa para escrever sobre a minha história (resumida, pra não ter que pensar demais) com os quadrinhos (sem querer soar espertinho com o trocadilho). E depois comento as coisas da lista que eu tenho ou li ou conheço.

Cresci lendo Disney, acho que por acervo herdado de tios. Um bom número de Disney Especial, além de Tio Patinhas, Mickey, Pato Donald e Almanaque Disney esparsos. Com o tempo, fui eu mesmo adquirindo. Me desfiz de tudo, doando para a Biblioteca Pública, que repassou para a Casa de Cultura Mario Quintana ou colocou no lixo. Mais tarde venci a resistência é aceitei ler gibis da Turma da Mônica, e reunimos aqui em casa um bom número desses, preservado até uns anos atrás. Perdíamos horas refolheando e relendo.

Comecei tarde a ler gibi de super-herói. Quando tinha acesso a algum, percebia que era tudo baseado em “como visto no número x” e “continua no número y”. Sem condições. Mas aí eu conheci meus amigos no colégio, e eles liam Marvel e tinham isso como quase o centro de suas vidas, ao lado de Nintendo e coisas afins. Minha leitura de Marvel, assim, começou com Homem-Aranha. Enquanto meus amigos jogavam futebol de botão, eu lia sobre a volta do Venom.  Com o tempo e com o véio já mais ou menos inteirado do universo Marvel, rachei uma assinatura com meus amigos e passei a guardar Hulk e Superaventuras Marvel. Tornei-me fã do verdoso, do Demolidor, do Surfista Prateado, já que eram os principais das publicações que ficavam comigo. Obviamente também gostava de X-Men (então “xis men”) e da arte do Jim Lee.

Não lembro quando paramos com a assinatura nem quando parei de comprar e ler os gibis da Marvel, mas naquela altura eu já lia e comprava Batman, Conan. Creio que esses últimos já fossem meu “vôo solo” pelo mundo das HQ. Depois me tornei um consumidor muito mais esparso, comprando mini-série da Morte (do Neil Gaiman), Sin City… Não me livrei dos meus gibis de super-herói. Não é uma “coleção” nem próxima do invejável (nem em termos de títulos nem em números, menos ainda em valor de mercado, decerto, mesmo porque é tudo nacional), mas é o que eu tenho.

Vamos à lista do Comics Reporter. Os primeiros sete são completos desconhecidos, em seguida vem Archie, que é um lance puramente americano e eu nunca li, evidentemente.

“Several Tintin Albums”. A biblioteca infantil do meu colégio tinha acho que todos os livros do Tintin; li todos, assim como os do Asterix. Comecei com Tintin no Tibet e Asterix entre os normandos (esse segundo eu tinha, herança). Tenho A Galera de Obelix.

“At Least One Comic Book From When You First Started Reading Comic Books”. Bueno, os da Marvel ficaram.

“One Run of A Comic Strip That You Yourself Have Clipped”. Quando mais jovem, fiz isso com tirinhas do Calvin, Striptiras do Laerte…

“A Selection of Comics That Interest You That You Can’t Explain To Anyone Else”. Talvez se encaixe aqui a série The Minx, que eu comprei nos final dos anos 90. Nem eu sei por que comprei.

“As Much Peanuts As You Can Stand”. Não há o que comentar sobre a obra imortal de Charles Schulz, só que eu não a possuo.

“Some Calvin and Hobbes“. Outra obra imortal. Tenho O Processo científico deu Tilt e acompanhei por anos as tirinhas no jornal.

“Some Love and Rockets. A série mais cultuada que nunca nem peguei na mão. Em termos de quadrinhos é sinônimo de indie.

“At Least A Few Alan Moore Comics”. Alan Moore é minha maior lacuna HQística. Não li V de vingança, não li Watchmen, não li Monstro do pântano. Se não me engano só li A Piada Mortal.

“A Comic You Made Yourself”. Sim, da época em que fiz um curso de histórias em quadrinhos.

“Some Frank Miller Comics”. Li Cavaleiro das Trevas, Batman: Ano um, Elektra: Assassina, Tenho Demolidor: Homem sem medo. e alguns Sin City.

É basicamente isso. Achei estranho não ter nada do Neil Gaiman na lista, a série do Sandman é trimassa e eu tenho. E nada de Spirit? Will Eisner, ora, o cara é nome de prêmio de HQ!

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