A nova geração dos filmes de ação (parte 2)

(Parte 1)

Hoje em dia o Van Damme faz filme sobre sua decadência. O full-contact que ele lutava, nem isso tem. Já era. A pilha agora é outra.

No final da década de 90, David Belle inventou o Parkour. Ele e uma galera, baseados em treinamentos militares do passado, mas isso não é importante. Espertinhos de Hollywood meteram o parkour na abertura do 007 Casino Royale (2006), no Duro de matar 4 (2007), mas antes disso David Belle estrelou…

B13 (Banlieue 13 – 2004)

A abertura de B13, outra pérola produzida pelo Luc Besson, caga, cospe e escarra na do James Bond. Sem querer, sem saber o que era, ano passado (ou antes? Acho que antes, porque ainda não existia o Casino Royale) peguei esse filme começado havia 3 minutos, no Telecine. Caiu a baia e minha vida não valia mais nada. Assim que o filme terminou, vim para a internet descobrir o que já contei no parágrafo anterior. Peguei todas as reprises que consegui. As acrobacias do Jackie Chan foram elevadas a infinitas potências, subtraídas da comicidade. Veja o trailer é CHORE, FILHO-DA-PUTA, com as voadoras com os dois pés no peitão e outros quitutes brutais:

Já tem teaser de B13: Ultimatum pela rede. Lançamento em fevereiro de 2009.

E o muay thai? Introduzirei um novo nome à série de posts: Luc Besson. O sacana foi o responsável por levar à Europa a nova febre tailandesa dos filmes de ação Tony Jaa. Graças a ele um portoalegrense qualquer, como eu, pode entrar na locadora e ver um filme desconhecido na prateleira, locá-lo e ser reduzido a átomos.

Ong-Bak (Ong-Bak: the thai warrior – 2003)

Tony Jaa distribui sem trégua cotovelaços e joelhaços voadores nos crânios adversários e luta com as pernas flamejando, além de debulhar no Parkour. Sem efeitos especiais e cabos para fazer neguinho voar. Brutalidade até então nunca vista em filme. Fragmentação da humanidade de cada indivíduo garantida. Produção lixenta do sul da Ásia, é claro, mas dá uma surra em qualquer megaprodução. E ainda traz uma perseguição de tuk tuks, os riquixás motorizados.

O protetor (Protector, The – 2006)

Outro com Tony Jaa. Em Ong-Bak, ele era praticamente um paladino, mas dessa vez o coração dele não é tão puro. A violência acrobática come de qualquer jeito, isso é que importa. Vejam os trailers dos filmes, cacete. Eu deveria postar só os vídeos, nem precisava ficar escrevendo.

Tony Jaa estrela e dirige Ong-Bak 2, que recém estreou nos cinemas tailandeses.

Na próxima e última parte: uns filmes americanos e, quem sabe, umas considerações finais.

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3 Comentários em “A nova geração dos filmes de ação (parte 2)”

  1. julia Says:

    pequenas observações:
    – b13 2 com participação de maria abadia da zorra total;
    – ong bak, o filme que foi feito totalmente de uma vez só, sem take 2, 3, etc, porque o orçamento era curto. cenas filmadas de vários ângulos, para aproveitar bem;
    – o protetor: “cadê meu elefante, filho da putaaaa???”


  2. […] A nova geração dos filmes de ação (parte final) A parte final demorou, mas chegou. Leia a parte 1 e a parte 2. […]

  3. alex gaiani Says:

    Em particular adoro este genero de filme e o lado ficticio é o que mais me encanta outro deste genero é os sete espadas aqual me falta asistir


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