V FANTASPOA – Sonhos demoníacos (1970? 1975?)

Dessa vez encarei dois filmes. Começo com Dream no evil, um filminho dos anos 70. Anos 70 é quase uma garantia de riso e diversão. E foi. Nada incrivelmente divertido, mas deu pra rir alto no cinema em alguns momentos.

Como em A noiva e a besta, temos uma mulher que tem sonhos e transtornos. Essa, Grace, sonha com o pai que nunca conheceu. O filme é muito ruim, mal contado, chega a parecer que faltam partes nele. Primeiro a personagem era criança, no orfanato. Do nada, está adulta e prestes a se casar com um médico. Sempre obcecada por encontrar o pai. Pra suprir esses cortes e passagens de tempo mal feitas, tem um narrador explicando.

Grace, a ruiva pernuda, fora adotada por um pastor, que morreu. O filho mais velho tomou conta da pregação, e Grace faz parte do show itinerante dele. O filho mais novo é o futuro médico com quem ela vai casar, e está sempre longe, já que ela viaja e ele fica estudando e trampando. Não importa. Ele consegue passar uns dias com ela e o irmão, conhece o xerife da cidade onde estão, um cara que diz ter sido curado pelos milagres do pastor pai, enquanto os médicos não fizeram nada.

E eu já nem lembro direito do filme. Sei que ela vai num hotel cheio de velhotes, onde estaria seu pai. Do nada, um cafetão com velhas putas aparece para alegrar os idosos, que vão pros quartos. Calha que o cafetão conhece o pai de Grace e diz que ele morreu no dia anterior. O cafetão tem um emprego formal, é agente funerário, e está com o corpo do pai morto em seu local de trabalho. A ruiva vai conferir e, quando o cara está resolvendo uns lances, ela vê o corpo se mover. Está vivo, não embalsame ele! Está morto, preciso embalsamar logo. O pai levanta e mata o cafetão.

Vai tudo bem, pai encontrado e tudo. Ele tinha até uma fazendinha e um cavalo. Southern, o cavalo se chamava, não esqueçam. Em dado momento, a virgem Grace resolve que vai dar para o cunhado pastor. O pai vê e mata o canalha, dá na filha. Ela fica atormentada, procura o pai e não encontra, tudo está destruído. Tudo volta ao normal. O pai aparece, eles fazem as pazes. Ele quer conhecer o médico que ela ama.

O narrador explica que “o fantasma do pai convenceu Grace de que aquilo tudo era real”, que ele próprio tinha matado o pastor, não ela. Ela desova o corpo num lixão. O xerife encontra o corpo do pastor, desfigurado. Nesse momento o xerife ostenta um bigode COMPLETAMENTE diferente do que tinha na primeira vez que apareceu, até meio azul o bicho está, além de muito mais frondoso. Tive que rir, não reconheci de cara o ator.

O xerife liga pro irmão médico, levanta informações, e acaba descobrindo que o hotel de velhos onde Grace encontrou o pai NÃO EXISTE. Vai até a casa onde eles estariam. É uma casa abandonada. Mas lá está “o pai”, que mata de foice o xerife, numa cena ridícula. A essa altura, o médico já está comendo a colega de quarto e de profissão e, atarefado no hospital, nem dá atenção à namorada, quando ela vai lá visitar.

Ela conta para o pai, que diz para ela convidar o cara pra chegar ali e eles conversarem. Grace toma um fora e enlouquece, partindo com machadadas para cima do carro do cara. O médico e a nova paquera dão um sossega-leão na veia da louca.

A Pinel e a polícia buscam Grace. Um psiquiatra desvenda e explica com clareza a psicose da mulher, que se espelhava na figura do pai que não teve na infância. O hotel, o cafetão, o agente funerário, a fazendinha, tudo era fruto da mente distorcida de Grace.

Cena final, congelada: Southern, o cavalo, com um pouco de bosta ao redor. O narrador diz que Southern é tipo a parte selvagem da mente de Grace, e que ele estará esperando por ela, ou algo assim.

Uma piada.

Não pretendo mais contar os filmes. Fica longo, chato e idiota. Não sei por que fiz isso com os dois primeiros. Talvez porque só classificá-los como BOBAGEM ou PORCARIA, sem mostrar evidências, poderia soar como “são uma merda e perdi meu tempo vendo”. Não são merdas, são legais.

O outro filme que vi hoje fica para outro post.

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One Comment em “V FANTASPOA – Sonhos demoníacos (1970? 1975?)”

  1. julia Says:

    parece que eu tô ouvindo música de circo enquanto leio o post.
    tcha tcha tcha tcha tcha tcha rã nã nã nã!!


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