V FANTASPOA – Guerra para a morte (1984) e fim

Ontem foi meu último dia de Fantaspoa.  Death warmed up, do David Blyth.

Sessão às 21h no Gasômetro. Noite movimentada, novamente com a presença do Blyth. Fui vitimado a depôr em vídeo para, pelo que entendi, uma espécie de documentário sobre o Fantaspoa. Sofregamente falei clichês nos quais não acreditava. Me senti deslocado dando entrevista, não me considero o público do festival, não sou “fã de filme de terror”, sei lá. Sequer me interessei em assistir ao Mangue Negro, uma produção nacional de zumbis, não acompanho “a cena” fantástica, não faço parte de nada. Meu negócio é Herzog, BUSCA, demência e maldade (e comédia). Ou nem isso. Entre outras bobagens, falei que, entre fantasia, ficção-científica e terror, preferia FC, mas nem sei se é verdade. Achei injusto (com o festival e com as garotas que estavam fazendo as entrevistas) fazer parte do vídeo. Talvez eu me saísse melhor tendo uns dias para pensar nas respostas antes de falar. Mas já era.

Guerra para a morte teve seus originais queimados e ficou perdido por 15 anos, até ter concluída sua reconstituição, baseada em cópias VHS e afins espalhados pelo mundo ou coisa parecida, não lembro. É um filme mais tradicional de “terror” dos anos 80. Zumbis, mutações genéticas, fuçadas nos cérebros que dão merda. Tem um clima meio Cronenberg, mas acho que com mais ação. Depois o Blyth disse que o Cronen foi de fato uma inspiração, mas eu já tinha me dado conta durante o filme, ok? O “mocinho” tem um visual Rutger Hauer em Blade Runner, que o Blyth disse que pirou quando viu. Para mim ele era um jovem Mel Gibson neozelandês mesmo, em vez de australiano, ahah.

O filme é legalzinho, se diferencia pelo final sem “duelo final”, algo que foi levantado no “debate” pós-filme. Pro Blyth duelo final não rola, não existe. Tanto é que o protagonista morre no final. Eletrocutado num cabo, sem intervenção nenhuma do rival. Rival esse que nem era o “vilão-chefe”, era um capanga mais assanhado (melhor coisa do filme, aliás), que é capa e cartaz do filme, inclusive.

É um filme B, claro, não vou dizer que o filme é palha, mal feito. É massa. Tem nojeiras, tem putaria soft, tem facada, tem tiro de espingarda. Mas é aquela coisa, vale mais pros entusiastas do que para mim.

E até o ano que vem, porque mesmo que eu não seja o público do festival, e mesmo que o SP Terror venha a roubar um pouco da projeção do Fantaspoa, quero mais é que o festival cresça muito, e traga mais gente de fora. Muito melhor que trazer um bando de hippies e comunistas, tipo o Fórum Social Mundial. Filme de terrô é melhor que política.

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4 Comentários em “V FANTASPOA – Guerra para a morte (1984) e fim”

  1. julia Says:

    mesmo que o bebezão apareça de novo eu vou continuar gostando do fantaspoa.

  2. felipe Says:

    Ahahahahahahahahah. Eu também.

  3. brunobonfante Says:

    Porra, aqui no RJ não tem essas coisas. Se duvidar até tem, hehe, mas eu estou por fora. Sei que tem uns cinemas alternativos por aqui, já fui algumas vezes, mas nunca fiquei ligado nas programações. Vou passar a me ligar mais nisso. Tem um cinema perto da minha faculdade que é clássico, o Cine Oldeon, mas da última vez que fui ver a programação estava rolando uma série de filmes gays…e eu acho que fez tanto sucesso que passou a ter uma vez no mês…daí eu nem procurei ver mais a programação…mas vou dar uma olhada. hahaha


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