Labirinto de comédias (II)

O primeiro membro do Frat Pack que eu conheci provavelmente foi o Ben Stiller. A memória é confusa, não sei dizer quando e como o conheci, mas quando O pentelho (The cable guy, 1996) foi lançado e recebido simplesmente como um filme ruim do Jim Carrey, eu tinha uma noção de quem era Ben Stiller, diretor do filme. Não sei como, porque é cronologicamente impossível. Fato é que Cable guy é subestimado e tem participação do Jack Black, que eu, agora sim, não tinha a mínima idéia de quem era, na época.

Zoolander (2001). Era um filme que passava na tevê. Não via e tinha raiva. Antes disso, Ben Stiller já tinha feito Quem vai ficar com Mary? (There’s something about Mary, 1998), mas eu não prestei atenção nele e era um filme dos irmãos Farrelly (de Débi e Lóide e Kingpin), uma classe cômica alheia ao post, mas que administrava meus risos então.

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O que está escrito acima morreu, mas como perdi tempo escrevendo, ao tentar começar o post, fica.

O melhor filme do Ben Stiller é Starsky e Hutch. Passava umas 4 ou 5 vezes por semana na tevê. Foi nessa época que comecei a me ligar no Frat Pack, porque junto com esse filme, outros pipocavam muito. A saber: O âncora – A lenda de Ron Burgundy, A inveja mata.

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Para provar que tentei, esses trechos acima foram minhas tentativas fracassadas de continuar essa série de posts. Datam do começo de maio.

Então eu partirei para o mais simples: listar filmes. Ainda assim, não serão todos. Começo com o Will Ferrell.

O auge  do Will Ferrell está em O Âncora – A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy) Ele ainda não conseguiu igualar essa performance.

O segundo grande momento dele é uma participação pequena em Penetras bons de bico (Wedding crashers). Vale também citar Starsky e Hutch, que traz outra ponta.

E esses 3 filmes são, para mim, o básico. São os três melhores filmes de todo o Frat Pack (FP). Ferrell representado num, Vince Vaughn e Owen Wilson no segundo e Ben Stiller (e Owen Wilson, de novo) no terceiro. São auges nas carreiras, na minha opinião, pelo menos nessa “fase clássica” do FP.

Muitos citariam Old School (Dias Incríveis) como o verdadeiro clássico, já que é anterior e trata de fato de um grupo de caras que forma uma fraternidade universitária. Só que falta Ben Stiller, Owen Wilson, entre tantos outros caras que, nos outros, começaram a fazer aparições, para depois se tornarem fixos e terem, hoje, “filmes próprios”. É recomendado assistir a esse, de qualquer maneira, porque é dos bons.

Por “fase clássica” eu quero dizer: época em que um iniciante ainda não manja quem são os caras que fazem pequenos papéis nos filmes; época em que esses caras já citados predominam. São o centro do círculo.

Continuo, porém, com Ferrell, agora com outros filmes em que ele é protagonista: Ricky Bobby – A toda velocidade (Talladega nights), Um duende em Nova York (Elf), Papai bate um bolão (Kicking and screaming), Escorregando para a glória (Blades of glory) e Quase Irmãos (Stepbrothers). Por mais que o Will Ferrell tenha decaído e por fracos que alguns desses filmes sejam, pequenos momentos sensacionais são suficientes para mim. E isso vale para TODOS os filmes dessa série de posts. Ao longo dela citarei filmes que até achei palha, mas que têm partezinhas e detalhes na atuação dos caras (um olhar, um jeito de falar, uma frase) que são destruidoras e elevam o filme a outro patamar. Coisa que, pelo menos comigo, não costuma acontecer com filme ruim de outros gêneros.

Parto para o Vince Vaughn. É o grandão eloqüente, muitas palavras e com velocidade. Já estava de antagonista em O Âncora. Destaco o já citado Penetras pela sua performance e por ser “um filme de verdade”, diferente de Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story), que é mais uma comédia boba de azarão-que-se-dá-bem-no-final do que uma historinha mesmo. Não que Penetras tenha UMA TRAMA, um ROTEIRÃO, mas se o cara assiste, ele saca o que quero dizer. É como O Âncora, não é filme, é uma palhaçadinha em volta de um personagem criado – no caso do Anchorman – pelo Will Ferrell. Já Starsky e Hutch “é filme”, tem a dupla de policiais, tem o caso a ser resolvido; é comédia, mas tem trama “séria”. Não é tipo um quadro do Saturday Night Live tornado longa-metragem, se vocês me entendem.

Enfim, citei o Dodgeball porque é dos que eu gosto e tem o Vince Vaughn no papel principal. Ben Stiller é o antagonista. É um dos muitos que passa em vários canais várias vezes e sempre dá pra ver umas partes e rir.  Ele tem um papel importante e está bem representado no também citado Old School. Outros filmes dele não considero muito, prefiro esses todos que já falei, em que ele aparece em papéis maiores ou menores. Mas vá lá: Fred Claus e Separados pelo casamento.

Ben Stiller. Ele é vilão no Dodgeball, mocinho no Starsky e Hutch , faz uma pequeníssima ponta n’O Âncora e faz o estilo Stiller clássico em todos os outros filmes: Uma Noite no Museu (Night at the museum); Entrando numa fria (Meet the parents); Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers); Quero ficar com Polly (Along came Polly). Apesar de ser considerado o centro do círculo, acho que o Ben Stiller é o que mais faz filmes fora do FP, é o mais popular, em fama e em apreciação do público, talvez. Pelo menos é o que tem mais projeção.

Além desses, cito A inveja mata (Envy)(que será falado no próximo post dessa série, quando Jack Black aparecer) e Duplex. Esse último é dirigido pelo Danny DeVito e traz basicamente Stiller e Drew Barrymore às voltas com uma velhota que lhes aluga um apartamento. Faz o tipo comédia de humor negro. Eu rio. E Zoolander está lá em cima, nos rascunhos. Stiller e Wilson. Não gosto tanto, mas tem seus momentos.

Além disso, muitas vezes o Ben Stiller faz a função de produtor, ou seja, investe, acredita nas comédias. Também dirige, como o recente Tropic Thunder, que ainda não vi.

Owen Wilson. Só recentemente ele ganhou um filme só para si: Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor, o último filme escrito pelo falecido mestre John Hughes. Antes ele até tinha sido protagonista, mas na fase pré-Comédias, com o Wes Anderson, então não importa. Faz ótima dupla com Vaughn em Penetras bons de bico e está em Uma noite no museu.

Cada um deles tem estilo próprio, acho todos muito engraçados: a infantilidade do Will Ferrell, a eloqüência e a raiva do Vince Vaughn, a aura de perdedor do Ben Stiller e a pilha hippie sussurrada do Owen Wilson.

Na próxima vez acho que falarei de Jack Black e Steve Carell. O post de abertura, uma leve introdução à série, está aqui.

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3 Comentários em “Labirinto de comédias (II)”

  1. Marcel Says:

    Compartilho do mesmo gosto. Adoro essa galera aí. Valem muitas risadas.

  2. marimessias Says:

    FALA DO SETH
    BRAZIL QUER SABER
    hahahahaha

  3. felipe Says:

    Ahahahah. O Seth é depois.


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