Tapa-buraco

Ando muito relapse records, então resolvi pegar uns textos que escrevi na faculdade (na primeira), época de ouro da minha existência. Não pelos textos que vou colocar aqui, mas por todo o resto.

Esse primeiro foi um exercício da cadeira de Redação Publicitária I  (ou II). Era para escrever uma história baseada em  e durante minutos de audição de uma música que a perfessora colocou – e era um new age desagradabilíssimo. Não coloco aqui como quem expõe alguma pretensão de um dia ter ESCRITO, como também não foi a intenção do rockiraw postado anteriormente. Pelo contrário, até vai me constranger ao reler, por bobagens que tentam posar de bem sacadas ou divertidas e alguma possível piada interna de então. Por essa razão, postarei antes de reler.  Avante.

Golpes gostóso gastaram garoto

Riot queer Knulp, depois de ter largado a vida, caminhava já havia muito tempo. As solas de seus sapatos já estavam gastas de tanto buscar, seus cabelos já estavam vermelhos de tão riot, seu semblante já estava cor-de-rosa de tão queer, sua vida já estava perdida de tão largada. Nada acontecia, Knulp começava a enlouquecer com aquela paisagem que se repetia constantemente constantemente se repetia com constância e Knulp estava ficando louco e sentia sua memória a abandonando, sua consciência de que estava vivo deixava de existir.

Knulp caminhava, wandered e foi obrigado  parar quando viu uma bela mulher, jovem e seminua e pés descalços e pele branca e sorriso envolvente. Knulp fulminou a jovem e (que conveniente!) esqueceu que era cool ser queer e que riot era legal e se perdeu nos olhos negros da mulher. Ele conseguiu ver a existência dela, e viu que ela era uma puta do Grande Islã Búlgaro, meio cigana meio do circo, ímpia, torpe e medíocre ou qualquer coisa digna de sofrer preconceito de um riot boy se esse riot boy não fosse queer e não pudesse por isso ter preconceitos. A puta dançou para Knulp, enfeitiçando-o. Knulp observou ao seu redor, mas já era tarde, um grupo de grandslammersbúlgarosquenãopodemcomerderivadosdevacaousejapizza acercava-se e Knulp, no pouco tempo que lhe sobrou antes de tomar o primeiro pontapé, pôde ver que eles eram amigos da vadia. Quando viu, já tinha tomado um megatom no cranioso, e quando viu já tinha tomado outro, de tão rápido que tinha sido o primeiro, parecendo que nem tinha sido aplicado, mas um megatom, e como foi no cranioso! Bah como foi! E recebeu mais golpes chutes no saco cinéfilo (estava de óculos) e taponas na fonte e golpes com cintos de pau rosa nas paletas e pauladas nos joelhos e catarradas e o que mais pudessem grandslammers da Bulgária fazer para se divertir. Knulp se angustiava, sabia que ia morrer com aquele espancamento búlgaro na floresta. Os bandidos cessaram e se riram muito. O sangue escorria da testa do nariz da boca de todo o corpo do queer Knulp, que não encontrava seu lado riot para arranjar forças para levantar e surrar seus algozes, que já se distanciavam com aquela vagabunda cigana e seus poucos dobrões e seu cantil com água.

Assaltado e espancado e desprovido de suas posses, viu que não sabia de nada, pois ainda estava vivo. Knulp queer samana vivera o sansara e só via como opção ser samana, pelo menos pelo resto da semana, buscar o nirvana proferindo o om. Knulp vagabundo parasita queer samana Sidarta busca o entendimento interno com seu eu de dentro e conversa com seu eu de fora, apesar de não ter comido muito naquele dia. Pensava enquanto cagava, divagava defecava difacava defegava. Só restava continuar buscando e caminhando, porque tinha uma música tocando e Knulp não conseguia mais suportá-la e queria encontrar o agente autor daquela tortura.

Parou, escutou, identificou (irenificou), se virou e voltou a caminhar. A música ia ficando mais clara, estava mais próxima. O queer samana de fim-de-semana espiou entre os arbustos (quem dera fossem bustos) e pôde ver a figura de um gordão tocando algum instrumento que ninguém nunca tinha visto, mas todo mundo já tinha rezado para seu deus para nunca ouvir tal som. Knulp gritou:

“Mijar quente e beber frio, o que mais pode um homem querer?”

O gordão parou de tocar e se virou para onde Knulp estava, mas não viu nada e nem imaginou que a frase proferida era de autoria de Henry Miller, um velho muito mais velho e muito mais safado que o velho safado Bukowski. Knulp riot pulou para dentro da clareira onde estava o gordão e disse:

“A única coisa a se lamentar sobre o suicídio é a falta de coragem que nós temos para cometê-lo.”

O gordão retrucou:

“De onde vens, covarde?”

Sidarta Knulp:

“Benjamin Franklin disse que Deus criou o homem para beber. Divino. De vinho. Noé só bebia água e foi castigado com o dilúvio.”

Gordão:

“É. De fato.”

Riot queer samana:

“Quieer ids cool. Shoplifters of the world, unite and take over. And take cover! Bruise Pristine, we were born to lose.”

O gordão estava irritado com Knulp e recomeçou a tocar, functioning mechanik e dizendo:

“Minha gatôrra é minha vida. Minimalworldmusiquenonstop.”

Knulp Sidarta queer samana atariteenageriot morisseymolko morreu. Não era tão burro assim. Pode-se dizer que era vidente. Ou profeta, quem sabe?…

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2 Comentários em “Tapa-buraco”

  1. Geovani A. Says:

    moral da história: mesmo sendo um riot queer, o cara pode se fuder legal.


  2. […] toda força que aciona prejudica « Tapa-buraco […]


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