6º Fantaspoa – Vida e morte de uma gangue pornô (2009)

Luigi Cozzi e Dario Argento, dois ilustres italianos  das décadas passadas, são muito divertidos, mas aquele ainda não era o meu Fantaspoa.

Eu não sei o que andou acontecendo na Sérvia nos últimos tempos, mas aparentemente os conflitos e as guerras perturbaram bastante o pessoal por lá. Os novos cineastas sérvios surgiram obcecados por putaria e snuff movies. A serbian film é um desses casos, mas falarei de outro: The life and death of a porno gang.

Um jovem fazedor de filmes não tem grana para filmar e acaba entrando para a produção pornográfica sérvia. Na primeira oportunidade que tem, usa uma grana de seu empregador para fazer um filme pessoal, artístico, político, revolucionário, endividando-se e emputecendo o cara, que é meio bandido e tem um bróder policial paunocu. Tinha bastante artista entre aqueles que a gente espancou em 1997, diz o canalha.

Já começa ferrado, aí vai se esconder na casa dum amigo, onde toma um trago e vomita até a mãe. E foi assim que perdi a queda de Milosevic. Ahah. Ele resolve que vai revolucionar de vez e fazer teatro pornô-arte com crítica social. Começa a juntar um grupo, entre amigos, uma atriz que conheceu e gamou e gente que trabalhava com o bandido do serbian porn. São eles: um cara meio retardado, um casal gay de aidéticos, um casal viciado em heroína, uma gorda e o câmera.

Na estréia, o público se choca e o polícia paunocu vai cobrar a grana do bróder. Resultado: vamos embora de Belgrado, num bus todo pintado com picas e peitos, numa pilha hippie, fazer tour pelo interior da Sérvia apresentando o teatro cabaret pornô político. Uns caipiras curtem, outros ficam putos. Acaba que lá pelas tantas o bando é estuprado pelos caipiras.

Surge um tal Frantz, um cara de Berlim, que gosta de coisas fortes, cobriu guerras e costumava fazer grana vendendo gravações de soldados torturando e matando prisioneiros. Aqui entendemos de onde vem a loucura do novo cinema sérvio, não só a do protagonista. A gangue entra no esquema e aí é downhill até o final.

Sexo, drogas, AIDS, bestialismo, sangue, assassinatos, cabras sacrificadas, sodomia, um monte de gente feia nua. Bom filme underground. Achei tri BEM REALIZADO. Não é apelativo, não achei pretensioso, não me deu nada de vergonha ou raiva. Atuações convincentes, gente que tu nunca viu falando uma língua que tu não entende, proporcionando aquela sensação de não saber o que dali é real e o que não é, o que foi feito de verdade e o que não foi. Assim que os filmes ganham o véio. Alguns podem se escandalizar com a cabra morta, não sei se foi real ou não, mas eu sobrevivo a essas coisas. Sobre gente nua e pênis eretos e sexo, convenhamos que ninguém tem mais idade pra se chocar com isso. E o snuff, não chorem, tá claro que é de mentirinha, só é de verdade dentro do filme, tá?

Trailer.

Não gostou? Vá ver Emir Kusturica.

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5 Comentários em “6º Fantaspoa – Vida e morte de uma gangue pornô (2009)”

  1. tiago Says:

    e maradona by kusturica?

  2. Rodolfo Says:

    “… mas aquele ainda não era o meu Fantaspoa.”
    uauauuauauau
    chorei de rir!!!!!

  3. Daniel Says:

    Não curti o filme, achei meio gratuito.


  4. […] isso mesmo. Made in Serbia é o filme anterior de Mladen Djordjevic, de Vida e morte de uma gangue pornô, que passou no Fantaspoa ano passado, e choca pela […]


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