Crocodilos albinos radioativos? Yes, please.

Os dias passam, Werner Herzog já estreou seu filme 3D – Cave of forgotten dreams – no Toronto International Film Festival. É um documentário sobre as pinturas rupestres da caverna Chauvet-Pont-d’Arc, que foram descobertas em 1994 e são as pinturas mais antigas de que se tem notícia (mais de 30.000 anos contra os 15.000 das famosas pinturas de Lascaux). Só o Herzog teve acesso a essa caverna, mais ninguém além de alguns pesquisadores. Respect.

A New York Magazine entrevistou A Máquina Herzogante, e eis que revela-se a presença de animais no doc. Quelle surprise.

Leia trecho e a entrevista inteira (grifos meus):

NYMag: So, of course you’re making a 3-D film about ancient cave paintings …
Herzog: But we have even wilder stuff in the new film! Radioactive albino crocodiles!

NYMag: All right then. Why don’t we start with that: Tell me about these crocodiles.
Herzog: Well, it’s a postscript in the film, because there’s a huge nuclear plant in the vicinity of the cave, something like twenty miles away, and with a surplus of warm water from this nuclear plant. A huge area of greenhouses were built on it with a jungle in it and hundreds of crocodiles and there’s some offspring that are albino crocodiles. These radioactive albino crocodiles are very, very wild and I kept saying to the production, “You might have to carry me out in a straitjacket at the end of the production, but these crocodiles are gonna be in it!”

NYMag: Are they linked to the cave paintings in any way?
Herzog: Well, no. No. No, it is linked: There’s also Fred Astaire dancing with his own shadow in it, in the springtime! You have to see the film, it’s quite coherent; it’s not just a whim.

Herzog fala dos projetos seguintes. Happy people: A year in the taiga é um documentário russo de 4 horas e meia que o Herzog editou – cortando para 1 hora e meia de duração – e narrou, para distribuição internacional. Veja 4 minutos de imagens e prepare-se para quantidades transbordantes de êxtase estético. Acho que já mencionei esses novos trabalhos em algum post curto anterior, mas não custa repetir. Werner tem gravado cenas no corredor da morte de uma prisão de segurança máxima no Texas. Escreveu um roteiro para um épico e vai começar a escrever o de mais um longa. Isso tudo está na entrevista cujo trecho está acima e em outros artigos e entrevistas pela internet. Não sei onde se encaixa o documentário sobre Gertrude Bell, que o velho Werner já mencionou algumas vezes.

Viva Herzog.

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