Os melhores filmes que vi em 2010

Frisando a parte que diz “que vi”. Quer dizer que não vi todos que poderia ter visto, que estiveram disponíveis por aí pelos cinemas, locadoras e downloads. Significa também que nem todos os filmes são de 2010. Mas nem por isso a lista (lista, não ranking) carece de brilho.

Quase todos os filmes abaixo estão cobertos aqui no bloguinho, use a caixa de busca ali à direita. O que não tem aqui, não encontrarão aqui.

Bad lieutenant: Port of Call, New Orleans (2009), conhecido como o Vício frenético do Herzog. Nicolas Cage sobrenatural e a volta da gaitinha-de-boca infernal de Sonny Terry.

House of the devil (2009), A casa do demônio. Recriação incrível do bom cinema de horror sulfuroso do começo dos anos 80, satanismo cru. Trilha pontiaguda. Não é slasher, não espere AÇÃO. Nada acontece, aí acontece e termina.

The horseman (2008). O cavaleiro. Um pai em busca de vingança. Tortura, sadismo, rudeza e brutalidade.

The human centipede (first sequence) (2009). A centopéia humana dominou o hype em 2010.

Inception (2010), A origem. Blockbuster, Hollywood. Ainda melhor que 90% (estimativa por meio de chute e hipérbole deliberados) da produção mainstream massiva americana.

Moon (2009). Lunar. Ficção-científica-cabeça. Falar mais, falar do que devasta, é estragar o filme.

Greenberg (2010). Noah Baumbach e mais um filme sem protagonista, embora o título diga o contrário. Incapacidade de lidar consigo e com os outros. Triste e aniquilador.

Se beber, não case. The hangover. Comédia melhor que grande parte dos filmes americanos porduzidos nos últimos anos, e muito superior à média das comédias atuais (que gosto muito). Baita filme.

A serbian film. Depois de A centopéia humana, outro esperadíssimo e polêmico. Recém escrevi sobre ele.

O Caçador (2008). Chugyeogja. The chaser. Sul-coreano de peso, a surpresa do ano, direto das prateleiras da locadora. Um ex-policial trabalha como cafetão e se vê em apuros financeiros quando suas princesas começam a desaparecer. E aí começa uma… CAÇADA (juro). Esqueça Oldboy, aqui não tem estilismo, estilística, cenas que nasceram clássicas. O máximo de “épico” que tem no filme é uma briga perto do fim, interminável, angustiante pela total falta de técnica dos participantes. E digo: é SENSACIONAL. A gente tá acostumado a ver filmes policiais, vemos o FBI ou qualquer delegacia de homicídios e afins resolver casos com relativa facilidade (deixando de lado as complicações óbvias que são necessárias para fazer o filme existir). Nesse sul-coreano não dá pra acreditar na falta de preparo da polícia, nem na do cara que pega as prostitutas. A angústia e a tensão que o filme gera se baseiam nisso. FAÇAM ISSO! FAÇAM AQUILO! RESOLVAM ESSA PORRA, ENERGÚMENOS! Parece tão simples, primário, mas os caras não são capazes. É absolutamente demais. E não há tiros. Um filme policial, de caçada, sem um mísero tiro (que eu me lembre). Quem assistir a O caçador e não gostar está errado, simplesmente.

+++

Menção honrosa para dois filmes do Ramin Bahrani, diretor do curta que eu não gostei Plastic bag, em que o Herzog faz a voz de uma sacola: Goodbye solo e Chop shop. Vibe bem independente, cotidiano “nada” acontece, “terminam como começaram”, o que precisaria de uma explicação acaba sem ela. Destaque para a Nova York jamais vista retratada em Chop shop.

Decepções do ano, ou filmes que não me disseram nada: Bastardos inglórios, Zombieland, Splice. O Tarantino nem chegou a ser decepção, porque não espero muito dele desde que ele resolveu, depois de Jackie Brown, parar de fazer filmes. O outro parece que não disse a que veio, a não ser para mostrar o Bill Murray. Splice é uma ficção-científica que não sabe se quer ser alegoria da adolescência, da maternidade ou se quer ser filme de terror. Bons momentos, mas não me valeram o filme.

Queria ter visto, mas não vi por razões variadas: A fita branca, do Michael Haneke. A estrada, aquele pós-apocalíptico. Dogtooth, um grego bizarro. Love exposure, um japonês bizarro de 3 horas de duração, do mesmo diretor de Suicide club (que nunca vi nem tenho vontade). The killer inside me, do Michael Winterbottom, causou polêmica por supostamente glorificar a violência contra a mulher. Deve ter mais, mas não lembro.

Explore posts in the same categories: cinema, filmes

2 Comentários em “Os melhores filmes que vi em 2010”

  1. cameraviva Says:

    Massa demais o post! Estou fazendo uma lista de filmes pra assistir em 2011, e vou incluir alguns dessa lista!

    Fiz uma lista semelhante, está no cameraviva.wordpress.com ! Te convido pra conferir!

    Abraço,

    Daniel

  2. marimessias Says:

    bastardos inglorios, muito decepção


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: