Ciência é fraude

E tudo que você sabe está errado. As pessoas estão viciadas em referência e citação. A vida não é faculdade e TCC. Conhecimento é balela. Academia é limitação. Original não é o que não foi feito, o que é novo, é o que foi feito sem chupar de outros, mesmo que outros já tenham feito. Muitas pessoas pensam as mesmas coisas em vários lugares do mundo, nada é exclusividade de ninguém. “Isso já foi feito”. Mas eu não li, e pensei a mesma coisa. É legítimo, original. Se um pensamento é pertinente, não precisa de um estudo por trás que o endosse, de uma referência, de suporte acadêmico, científico. O pensamento é o estudo. Ciência é fraude.

Ciência, pesquisa, leis, referências e citações vão te dizer que graffiti e pichação são duas coisas diferentes. E não são, aceite. Não, graffiti não é “pintura de rua autorizada, multicolorida” enquanto pichação é “pintura ilegal de patrimônio público, geralmente assinaturas com uma cor e relacionadas a gangues”. Ou coisa do tipo. NÃO. A lei brasileira INVENTOU isso, a imprensa inventou. As pessoas são doentes e não admitem sinonímia. “Duas palavras que significam a mesma coisa? E uma coisa sendo boa e má ao mesmo tempo?? Não pode, estou confuso”.

Gripe e resfriado tem os mesmos sintomas, mas inventaram que resfriado é fraco e gripe é forte. Gripe é vírus, resfriado não. FRAUDE. Tenho convicção de que são a mesma coisa e que algum imbecil um dia resolveu dizer que uma coisa era uma coisa e outra coisa era outra coisa. Não adianta me mostrar escrito a distinção entre as duas, não elimina a palhaçada, apenas mostra que ela é antiga. “Febre de até 38 graus é resfriado, acima disso é gripe”. Seus loucos! Prestem atenção no que vocês estão dizendo. Vocês são loucos. Eu jogo e não perco que em algum lugar tem alguém dizendo, e um dia isso vai ser senso comum, que estrabismo é leve e vesguice é pesado. “Ah, não, ele não chega a ser vesgo, é só estrábico”. E as pessoas vão aceitar! E quem se opuser a essa distinção vai ser taxado de burro, idiota, cabeça dura. E isso não se trata de “evolução da língua”,  “a língua é viva e se transforma”. Não, isso é canalhice, é perpetuação da ignorância.

Esporte não é saúde. Saúde é que é saúde. Se alimentar bem, dormir bem (decerto), evitar o stress extremo, isso é saúde, se você quiser. Não tem nada de errado nem de estranho em vincular cerveja e cigarro com esporte. Não tem, desista. Esporte é lazer e competição. Futebolzinho do fim-de-semana (ou das noites no meio da semana) é marcado em lugares com bar e churrasqueira. Esporte não é saúde. Atletas de alta performance não fumam nem bebem (ou boa parte deles, imagino) porque isso afetaria o desempenho deles, e eles seriam derrotados. Eles se submetem a treinos extremos, levam seus corpos ao limite, maltratam seus corpos buscando, desafiando e convivendo com dor, isso não tem nada a ver com saúde. Um atleta olímpico certamente se alimenta bem e dorme bem, de acordo com as necessidades específicas do seu organismo bizarro de super-humano, de maneira a otimizar seu desempenho. Saúde é uma consequência fatal, nada mais, não um objetivo, um ideal, não aquilo que define o esporte. Mas, reforço, o bombardeio que o corpo dele suporta está longe de ser saudável. Boa alimentação é o mínimo que um cara desses pode fazer para sobreviver, para não se destruir em menos tempo. Não tem nada de errado em cigarro ou cerveja patrocinar um cara desses, e se ele recusa um patrocínio, é um louco, um ingênuo. Esporte é só outra maneira de correr para a morte, com o diferencial das glórias que podem vir pelo caminho. Escrevi correr para a morte, sem discurso “a vida não tem sentido e vamos todos morrer um dia mesmo”. Falo da busca atlética extrema, da autodestruição gloriosa, diferente da autodestruição e corrida para a morte dos fumantes e beberrões. É, não tem beleza nenhuma nisso que vocês fazem, e não vale a pena pensar sobre. Bukowski era só um idiota que escrevia bem.

Em 1984, foi lançado Gatinhas e gatões (Sixteen candles), de John Hughes. Anthony Michael Hall é creditado como The geek. Eu não estou dizendo que John Hughes cunhou o termo, ou que ele é uma autoridade, só estou dizendo que lá nos anos 80 alguém que era chamado de geek era um mangolão, como tantos que existiam e existem. Um termo genérico. O personagem The geek não mexia com computadores, não manjava ou gostava de ficção científica (ao contrário dos amigos), até rejeitava, porque achava que era embaraçoso, e, por deus, não comia ninguém. Mas nos últimos anos resolveram inventar uma necessidade desnecessária: geek é o nerd com vida sexual, ou o nerd “descolado”. Uma espécie do gênero nerd. O que fazemos do The geek, que nem com tecnologia lidava? Será tão complicado e enganador aceitar que hoje em dia os nerds, as pessoas que dominam tecnologia, gostam de ficção-científica, RPG, sei lá mais o quê, não são mais outsiders sem habilidade social nenhuma? Precisa mudar os conceitos que já existiam? Não basta chamar de “cool nerd“? Ou criar outra palavra em vez mudar uma, se querem tanto uma nova classificação. Porra, geek não é o nerd legal, é um mangolão e pronto. E mais, um mangolão, nerd ou não, ainda pode comer mulher, não tem confusão nenhuma. Mudar as denominações não facilita nada, porque não tem nada de complicado a ser simplificado. Generalizações e conceitos servem para facilitar, mas vocês estão fazendo errado.

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2 Comentários em “Ciência é fraude”

  1. Davi Says:

    Eu ri com o seu post! Mas,concordo! Várias pensamentos e invenções acontecem com diferentes pessoas em diferentes partes do mundo, como a câmera de bater fotos. Ah, mas que revolta! kkk A linguagem se transforma mesmo. Jrocker, por exemplo, deveria ser um japonês roqueiro. Mas e se alguém aqui do Brasil é um roqueiro, que gosta de rock japonês, é o que? Um B, de Brasil, Rocker? Não, ele é um J-rocker! As palavras sofrem resignificação, e isso acontece naturalmente, sem que alguém venha propositalmente mudar! Who cares? É tudo só expressão!

  2. Davi Says:

    Por ventura, ótima postagem! Você escreve muito bem!


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