7º FANTASPOA – A noite do chupacabras

Ano passado o Festival exibiu Mangue negro, de Rogério Aragão, mas eu não me interessei. Não sou um cara que “apóia a cena”, lamento. Mas como esse ano o cara veio aí, de novo, para apresentar seu novo filme, fui ver para ter certeza de que não era a minha. Não é um julgamento do filme, é questão de preferência pessoal. Dispenso a sua lógica filosófica que equivale “eu gosto de X” e “X é bom” (consequentemente equivalendo “Eu não gosto de X” e “X é ruim”). Guarda isso para ti, essas brincadeiras com palavras.

Não tenho nenhuma intenção de ir ao Fantaspoa ver o filme do cara para depois escrever no meu bloguinho de merda que o filme é ruim, detonar o trabalho dele. Não sou um imbecil, nem burro (ou pelo menos gosto de pensar assim). Fato é que esse tipo de filme não me atrai. Qual tipo? Filmes feitos por fã de terror, com pouca grana, feitos na garra, no amor. Apóio (em oposição a “vão achar o que fazer”), mas não sou entusiasta, e acho que esses filme agradam um público específico:  pessoas que gostam desse tipo de filme, pessoas que fazem esses filmes e sabem como é difícil, que se divertem fazendo e tudo mais. Se com isso eu passo a impressão de ser uma bicha que gosta de filme grande, filme que “respeita o cinema”, caguei. Vai ver eu sou mesmo. Não importa. Ninguém é obrigado a gostar de todos os gêneros de filme, e para mim A noite do chupacabras é um gênero, ou um subgênero: filme de terror feito por amigos. Como um desses filmes, nota 10. Como FILME, não me importou.

Quem ler pode achar que quero passar por bonzinho, ou que tenho medo de falar mal, já que o filme é nacional, “o autor pode ouvir que falei mal do filme dele”. Ninguém aqui é criança.

Isso tudo para dizer que A noite do chupacabras é uma merda? Não, porque não é uma merda. Achei a produção trimassa, a trilha – cheia da batuques e chocalhos e o cacete – muito afudê. Por produção eu entendo tudo que tá no filme: figurino, locação, os atores, efeitos/maquiagem e tal. O que aconteceu foi que não captei a evolução do filme. Evolução não no sentido de progresso, “construção”, sei lá. Eu não sou técnico, nem crítico, só quero dar minha opinião, como faço todo ano durante o Fantaspoa. A sessão tava lotada (a anterior também, certamente, já que abriu o festival), o filme é divertido, o ícone Petter Baiestorf está um monstro e rouba a cena até o fim, mas parece que é só isso. A história dos personagens parece que não faz diferença, embora exista; não rola tensão, drama consistente; as famílias rivais tentam se matar o filme todo enquanto o chupacabras faz o mesmo. É uma gritaria sem fim, com dramas pessoais sendo revelados do nada, mas que não acrescentam muita coisa.

Mas é que eu não gosto disso, lamento. Um critério que eu tive para esse Festival foi: o que tiver mortes engraçadas ou misturar comédia e terror, não quero ver. Salvo se for engraçado involuntariamente, como costumam ser os clássicos italianos.

Explore posts in the same categories: cinema, FANTASPOA, filmes

Tags: , ,

You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: