7º FANTASPOA – Mandrill

Um filme de ação chileno com algumas primeiras vezes para mim.

MUITOS logos de produtoras antes do filme começar, me impressionei. Deu para eu pensar “bah, quanta coisa” e ainda aparecer mais bastante coisa.

Que eu me lembre, nunca vi um herói lutar contra os inimigos e TENTAR FINALIZAR as lutas dando chave de braço e mata-leão nos caras, com um capanga chegando a BATER para parar. Muito bom. Aliás, as lutas são o ponto alto do filme, e são diferentes do que costumamos ver. Não são tão frenéticas, mesmo as mais aceleradas, rola outra abordagem, achei legal. Algumas chegam a parecer demonstração de alguma modalidade. Interessante. Tem uns coices violentos que não fazem feio.

O herói, Mandrill – o órfão assassino profissional em busca de vingança -, é um fodão com coração, um cara que comanda as valas, mas se apaixona e chora. Muito bom, ahah.

Nunca tinha visto um merchandising tão explícito e publicitário em um filme. Por um tempo eu cogitei que o filme era uma ação de uma marca de lâmina de barbear, embora o filme não gire em torno do aparelho de barba.

Mandrill, ou furadeira humana. Girar paralelo ao chão distribuindo chutes é a assinatura do herói. É afudê. Quando um filme não se limita a emular ou copiar outros, já é meio caminho andado. Reforço isso porque dentro do filme tem o tal John Colt, um herói de ação do cinema dos anos 70 (no universo do filme, sim, claro), e quando mostra cenas de John Colt é rídiculo, caricato, tipo Machete (que é legal, sim, mas não passa de uma bobagem, uma brincadeira, não é um filme de verdade). Enfim, John Colt é  quem o Tio Chone cita ao Mandrill, quando ele pergunta como era seu falecido pai, fazendo o cara crescer querendo ser como Colt/o pai morto. Concluindo, se o filme que estivesse passando no festival fosse ao estilo John Colt, eu não veria nem a pau, não me interessaria nada. Fui ver Mandrill porque parecia ser um filme de ação normal, e era.

Tio Chone é um galanteador que sabe tudo de mulher. Mandrill, enquanto ainda era só o adolescente Antonio, não conhecia “A Técnica”, copiava John Colt nos trajes, mas faltava conquistar as garotas. O tio ensinou que as mulheres têm suas fraquezas, e é com elas que o cara tem que jogar. Coisas como o cabelo, a pele… tanto que a indústria de cosméticos faz seu dinheiro com elas. O lance é olhar nos olhos, elogiando-os, para depois jogar o “que perfume bom”, que abre espaço para se aproximar da garota, tocando seu cabelo (e elogiando a maciez) e sentindo o perfume no pescoço. Aí já pega a mãozinha, onde também tem perfume, e elogia a pele dela. Quando viu, já tá pronto para beijar a mina. Uma barbada. O guri duvida, Tio Chone vai na primeira mulher que vê, aplica e se dá bem. Ahahah.

Essa cena, junto com uma bizarra cena de dança ao som de um pout-pourri de Jorge Ben cantado em português com sotaque espanhol, é responsável pela comédia de Mandrill.

É trimassa. Não é FODA, incrível, é só um filme de ação chileno bem feito, e dá para se divertir vendo. E isso mesmo quando faz referência a Sergio Leone no duelo final, com um pingente musical. Quando a música terminar, saque sua arma. Ou tente.

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