Projeto Herzog: O grande êxtase do entalhador Steiner (1974)

Publicado 07/05/2012 por felipe
Categorias: filmes, Projeto Herzog

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<antes: Projeto Herzog: Aguirre, cólera dos deuses

Herzog fez esse documentário a convite de uma rede de tv alemã, e teve que fazer as vezes de “repórter”. Constitui-se assim a primeira aparição dele diante da câmera. É a primeira vez, também, que ele entra como narrador. E o Herzog enquanto voz, todos sabemos, é tão grande quanto como diretor.

Falar dos filmes da Máquina Herzogante é se repetir: Walter Steiner é um outsider.  Um atleta suíço do salto de esqui que só queria voar. Voar como o corvo que tinha na infância, que adoeceu e, impedido de voar, sofria ataques dos outros corvos. Steiner era tão superior aos outros atletas que aterrissava de seus saltos perigosamente longe demais, quase fora do declive destinado ao pouso, mesmo quando não dava o melhor de si.

Walter Steiner fala dos perigos do esporte e da impossibilidade de parar de praticá-lo, enquanto pesca no gelo com o flagrante sofrimento resignado e tranquilo dos condenados. Werner Herzog faz suas participações com o semblante e o tom de quem noticia a morte de um homem. Ou de todos os homens.

Desrespeito a limites, morte iminente, indivíduo visionário ou simplesmente louco que não consegue evitar a busca da realização de seu sonho ou delírio. Se AO ABISMO poderia ser o título de qualquer filme do Herzog (e poderia), esses termos estariam na sinopse de cada um. E tem também a música do Popol Vuh.

Assista ao documentário, adentre o mundo extremo do esporte (comprometimento, competição, desafio, glória, excelência, dor, desespero e morte) ao estilo Herzog, e aguarde as Olimpíadas de Londres.

I ought to be all alone in the world, just me, Steiner, and no other living thing. No sun, no culture, myself naked on a high rock, no storm, no snow, no banks, no money, no time, no breath. Then, at least, I wouldn’t be afraid. – Werner Herzog, sempre buscando.

VIVA HERZOG!

Projeto Herzog: Aguirre, cólera dos deuses (1972)

Publicado 01/05/2012 por felipe
Categorias: filmes, Projeto Herzog

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<antes: Projeto Herzog: Land of silence and darkness

O negócio começa a ficar sério aqui. Aguirre é o primeiro longa do Herzog com o Klaus Kinski. É o filme mais antigo que costuma figurar em listas que se propõem a apresentar a obra da Máquina Herzogante. Aliás, até que o documentário Homem urso fosse lançado (em 2005!), eram a década de 70 e a parceria com Kinski que costumavam representar o velho Werner.

Minha experiência com Herzog é tardia, foi só em 1999 que tive contato com sua obra, através de um doc dele justamente sobre seus duetos com o lendário Klaus Kinski. Até então o louco Klaus era uma figura mais popular do que o Werner na minha mente. Antes disso creio que tinha um pequeníssimo conhecimento da obra herzogueana, fundamentalmente seus filmes dos anos 7o, tipo Aguirre, Kaspar Hauser e Nosferatu. Conhecimento limitado a: já tinha ouvido falar, sei que esses filmes são desse mesmo cara, mas nunca vi nenhum. Era a época do VHS, não era qualquer locadora que tinha filme europeu à disposição. E eu era um jovem, não tinha grande interesse em ver. Tarkovsky, por exemplo, despertou minha curiosidade antes, inclusive, com a promessa de ter feito um filme, segundo meus pais, impossível de ver até o fim. Isso evidentemente me atraía muito mais do que “tem um diretor alemão que fez esses 3 filmes que eu sei o nome”.

Essas lembranças vagas servem para estabelecer que Werner Herzog já era conhecido e respeitado antes de ser pop, antes da internet, antes de morar em Hollywood, salvar o Joaquin Phoenix, tomar tiro em entrevista. E para reforçar, embora ainda não tenha sido dito, que Aguirre é, de certa forma, o começo do Herzog, ou seja: seu primeiro grande filme que é realmente conhecido pelo cidadão comum (ou pelo cidadão um pouco acima da média, quem sabe). Não falo da “identidade”, do “estilo herzogueano”, de como suas características amadureceram e ficaram mais fáceis de identificar, porque isso já aparece desde o começo, nos curtas, longas e documentários que já foram cobertos no presente Projeto e que, com a minha experiência atual, pude perceber retroativamente e escrever sobre.

Em Aguirre, Herzog retrata mais uma vez o fracasso retumbante que o frustrado solitário conquista depois de começar uma briga que ele não pode vencer. E esse é o coração da obra de Werner Herzog. Ou um deles. O outro é, claro, a natureza.

Uma expedição espanhola pretende conquistar a floresta tropical, evangelizar selvagens, encontrar o lendário El Dorado. Apenas pretende, porque o Herzog começa a nos ensinar: a natureza, linda e horrível, implacável, não pode ser domada. O que parecia o início de um épico sobre as conquistas européias do século 16 logo se revela uma viagem cujo único destino é a destruição.

Além da primeira parceria do Herzog com o Kinski, os músicos alemães progressivos psicodélicos do Popol Vuh fazem sua estreia como metade de outra dobradinha lendária, criando a trilha sonora e elevando a falta de rumo dos conquistadores espanhóis a um outro patamar de perdição. A vastidão do rio e da floresta ganham uma força sinistra, como se a natureza fosse uma fonte geradora de demência, uma existência suprema que absorve todos os outros Seres, obliterando-os. Diz um selvagem: Nesse rio, deus não terminou a Criação.

Porém não. Não tem nenhuma força sinistra, nada de sobrenatural, “roteiristicamente” falando. Não é ficção científica/terror/fantasia. É só uma leva de conquistadores espanhóis com seus índios escravizados se dando mal na cheia do rio da floresta tropical. Uma ideia que tomou de assalto o Herzog e fez com que ele escrevesse um roteiro em 2 dias, que logo foi perdido. É um filme tão à deriva quanto os personagens. Mas um filme do Herzog com Klaus Kinski.

É o início da lenda Herzog, o diretor que não teme nada, que é ameaçado e ameaça de morte, que forja permissões para filmar, que coloca em cena macacos roubados de traficantes de animais e depois liberta os animais na selva. O que a gente vê no filme a gente sabe que aconteceu. Não foram apenas os personagens que tiveram que enfrentar a fúria do rio e da floresta, não houve uma produção que primasse pela precaução, pelo controle da situação. Com Herzog, tudo é de verdade. Até o que não é. E isso torna Aguirre e Herzog especiais. Vamos ao Peru filmar em balsas no rio. A premissa é tal, chegando lá a gente vê o que resulta. Paradoxalmente, a simplicidade da filmagem, o orgânico, o fato de os atores estarem passando realmente pelo que os personagens estão passando proporciona um nível de ficção maior do que se poderia criar com uma produção mais dedicada. Não tem recursos dramáticos e cenas de ação, porque a vida real não tem. Nada do pouco que acontece tem mais peso do que o acontecimento anterior ou que o acontecimento fundamental que é a vida, que é estar perdido e sem chance. Eu não sou intelectual, não tenho bases para expôr essa dicotomia entre o real e a ficção, de forma a mostrar que a verdadeira ficção é a realidade, que a realidade é mais ficcional que a ficção. Mas creio que por aí resida o conceito de ECSTATIC TRUTH do Herzog. O êxtase da verdade. Herzog diz que os fatos não são suficientes para mostrar a realidade. Mas isso é viagem demais para algo que não sei explicar. Retomo o texto. Por outro lado, o filme parece estar dentro de uma bolha, de uma redoma, mostra um universo onde é impossível construir alguma coisa, ter êxito. COMO SE a selva fosse um triângulo das Bermudas. Nesse ponto, há sobrenaturalidade digna de ficção científica. Notas de um ignorante. Masturbe-se você com CRÍTICAS CINEMATOGRÁFICAS de quem estudou. Procura na internet.

Aguirre é um lindo exercício teatral que o Herzog passou para o Klaus Kinski fazer. Herzog diz que o que ele aprendeu com Kinski, não aprendeu com mais ninguém. Investiu na histeria dele para produzir. Ainda jovem, na primeira vez que Werner viu Klaus, descobriu que seu destino era fazer filmes para o homem atuar. Dez anos depois, com Fitzcarraldo, tudo isso se repete e intensifica, virando um documentário (Burden of dreams (1982), de Les Blank, o cara que filmou a lenda bávara comendo seu próprio sapato em 1980). Lope de Aguirre, o traidor visionário sedento por poder e fama só poderia ser criado e suportado por Herzog e Kinski, por ninguém mais. Enquanto todos morrem e macaquinhos tomam conta da balsa, Aguirre  planeja o seu império, pensa na dinastia pura que iniciará casando com sua própria filha, que é apenas mais uma das vítimas das flechas dos selvagens amazônicos. Megalomania e loucura de mais um pobre coitado sozinho no mundo.

E como um bom herzog, em alguns momentos a câmera é atraída pelo que há de interessante nos locais de filmagem, tendo isso a ver com a história ou não. E geralmente não tem. Como o próprio Werner vai nos mostrar ao longo de sua carreira, tem coisas que são mais interessantes do que aquilo que está no roteiro. Sejam essas coisas galinhas canibais, jacarés albinos, uma história sobre um encontro com um esquilo.

Aqui, apenas um peruano e uma lepidoptera. Anos depois, em Meu melhor inimigo (1999), o doc sobre a relação de Herzog com Kinski, repete-se a cena. A inimaginável interação entre o insano e eterno Kinski e a frágil e efêmera borboleta, nas filmagens de Fitzcarraldo (1982).

À deriva como Flores, filha de Aguirre, a atriz Cecilia Rivera fora do personagem e dentro do filme. Herzog.

Ainda como um bom herzog, comédia.

Desenganado e delirante, ele nega a existência das flechas.

Referência sem nenhum sentido à saga islandesa de Grettir. Herzog ri muito quando fala disso.

Enquanto Hollywood filma épicos, Werner Herzog vai ao Peru filmar com Klaus Kinski. Nas palavras dele: humilhação, noites de insônia. Não se calcula um filme desses em termos financeiros.

VIVA HERZOG!

Projeto Herzog: O grande êxtase do entalhador Steiner: depois>

Lendo: A game of thrones, de George R. R. Martin

Publicado 01/05/2012 por felipe
Categorias: literatura

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By the time Jon left the armory, it was almost midday. The sun had broken through the clouds. He turned his back on it and lifted his eyes to the Wall, blazing blue and crystalline in the sunlight. Even after all these weeks, the sight of it still gave him shivers. Centuries of windblown dirt had pocked and scoured it, covering it like a film, and if often seemed a pale grey, the color of an overcast sky… but when the sun caught it fair on a bright day, it shone, alive with light, a colossal blue-white cliff that filled up half the sky.

p. 183

Cioran – Odisseia do rancor

Publicado 28/04/2012 por felipe
Categorias: literatura

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Mais trechos de História e utopia, de Emil Cioran.

Passamos a maior parte de nossas vigílias despedaçando em pensamento nosso inimigos, arrancando-lhes os olhos e as entranhas, comprimindo e esvaziando as suas veias, pisoteando e esmagando cada um de seus órgãos, deixando-lhes apenas, por caridade, o prazer de seu esqueleto. Feita essa concessão, nos acalmamos e, exaustos, caímos no sono.

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O programa de nossas noites seria menos pesado se, durante o dia, pudéssemos dar livre curso a nossos maus instintos. Para atingir não tanto a felicidade, mas o equilíbrio, teríamos que liquidar uma boa parte de nossos semelhantes, praticar cotidianamente o massacre tal como faziam nossos afortunados e longínquos ancestrais.

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Não vingar-se é submeter-se à ideia de perdão, é afundar-se nela, é tornar-se impuro por causa do ódio que se sufoca dentro de si. O inimigo poupado nos obseda e nos perturba, sobretudo quando decidimos não detestá-lo. De toda maneira, só o perdoamos de verdade se contribuímos para sua queda, ou a assistimos, se ele nos oferece o espetáculo de um fim desonroso, ou se, suprema reconciliação, contemplamos seu cadáver. Felicidade rara, é verdade, e mais vale não contar com ela. Pois o inimigo nunca está por terra, sempre se encontra de pé e triunfante. Sua primeira qualidade é erguer-se diante de nós e opor a nossas tímidas chacotas seu sarcasmo escancarado.

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A multiplicação de nossos semelhantes beira a imundície; o dever de amá-los beira o absurdo. [. . .] Aquele que é fraco demais para declarar guerra ao homem nunca deveria esquecer, em seus momentos de fervor, de rezar pela vinda de um segundo dilúvio, mais radical que o primeiro.

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O conhecimento arruína o amor; a medida que desvendamos nossos próprios segredos, detestamos nossos semelhantes precisamente porque se assemlham a nós. Quando já não se tem ilusões sobre si mesmo, também não se tem sobre os outros.

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Detestamos aqueles que “escolheram” viver na mesma época que nós, que correm a nosso lado, que entravam nossos passos ou nos deixam para trás. Em termos mais claros: todo contemporâneo é odioso.

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O ressentimento, causa vulgar, logo eficaz, da inspiração, triunfa na arte e na filosofia: pensar é vingar-se com astúcia, é saber camuflar as perfídias e velar os maus instintos. [. . .] Em conflito com o mundo, o pensador é frequentemente um fraco, um raquítico, tanto mais virulento quanto mais sente sua inferioridade biológica e sofre por isso. Quanto mais for rejeitado pela vida, mais tentará dominá-la e subjugá-la, sem consegui-lo.

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Não esquecer a injúria é um dos segredos do êxito, uma arte que possuem sem exceção os homens de convicções fortes, pois toda convicção é feita principalmente de ódio e, em segundo lugar apenas, de amor.

Lendo, ciorando.

Publicado 26/04/2012 por felipe
Categorias: literatura

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Dürer é meu profeta. Quanto mais contemplo o desfile dos séculos, mais me convenço de que a única imagem suscetível de revelar seu sentido é a dos Cavaleiros do apocalipse. Os tempos só avançam atropelando, esmagando as multidões; tanto os fracos quanto os fortes perecerão, inclusive esses cavaleiros, salvo um. É para ele, para sua terrível fama, que padeceram e uivaram as eras. Eu o vejo crescer no horizonte, já percebo nossos gemidos, escuto até nossos gritos. E a noite que descerá sobre nossos ossos não nos trará a paz, como trouxe ao salmista, mas o terror.

Cioran. História e utopia.

FANTASPOA 8

Publicado 15/04/2012 por felipe
Categorias: cinema, FANTASPOA, filmes

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Esse ano o Festival de cinema fantástico de Porto Alegre é em maio. Temo que esse ano carecerei ao extremo na presença, logo, fracasso aumentado na minha tradicional cobertura do evento. Não acho que terei tempo para comparecer, infelizmente.

Lista tardia dos melhores filmes que vi em 2011

Publicado 07/01/2012 por felipe
Categorias: cinema, filmes

Nem pretendia fazer essa lista, mas resolvi fazer só para não deixar o local tão abandonado. Só que o WordPress mudou e parou de funcionar direito aqui, não sei o motivo. Então é uma lista, sem imagem, sem link, sem porra nenhuma.

Os filmes de 2011 foram ofuscados pela mostra Sou o que são meus filmes, com documentários do Werner Herzog. Não listarei os que vi, apenas direi que ter visto os que eu ainda não tinha visto, ter visto uns 8 doc do Herzogão em 2 semanas, me tornou uma pessoa melhor do que qualquer pessoa que não tenha feito o mesmo. Aprendi muito sobre a Máquina Herzogante, ficando muito contente com isso.

Mas à lista.

Primeiro, os melhores filmes que vi no Fantaspoa 2011, que têm seus devidos posts no blog, basta procurar: MACHOTAILDROP e Graphic sexual horror.

Notre jour viendra. Já coberto no blog. Procure.

Dogtooth (Kynodontas). O novo cinema grego chegou bem louco. Recomendo Attenberg, também.

I saw the devil (Akmareul boattda). Sul-coreano do mesmo diretor de The good, the bad, the weird, que eu não vi. Um filme de vingança. Ano passado listei O caçador (Chugyeogja). Esse segue a mesma pilha, mas é menos rude e mais malvado, além de mais produzido. Um cara vai atrás do psicopata que matou sua namorada. Maltrata muito ele, por mais de 2 horas de filme. O assassino é o cara do Oldboy, melhor ator da Coréia do Sul.

Marwencol. Documentário sobre um cara que foi espancado e perdeu a memória. Ele constrói uma nova vida criando uma cidade com bonecos da Segunda Guerra. Demente e emocionante.

Hanna. Um filme pequeno sobre uma guria que é uma máquina de matar. Figurou em várias listas de melhor do ano. Concordo. Antes de ver eu esperava uma coisa que sabia que não teria. Porque achava que sairia um filmão americano, thriller de ação igual a vários, o que diminuiria o fator badass da guria. Veio outra, melhor. Não é um blockbuster, tem vários toques de filme menor mesmo, alternativo, pilha européia e tal. E o fator badass da guria nem é tão grandioso, o que foi até melhor mesmo. Repito, não é um filmaço, é um filme menor trimassa.

Melancolia. Um óbvio. Depressão e Dolby stereo surround digital estremecendo progressivamente a sala de cinema enquanto UM PLANETA absorve as nossas almas. Ah, tu baixou, perdeu isso.

A centopéia humana 2. Sim. Lento, vazio, doente e cruel. Começa numa pilha Henry: retrato de um assassino e Schramm, depois descamba para outra coisa. Desagradável. Ainda válido. Tom Six vai bem. Haters gonna hate.

Fechando o ano, Cold fish, do japonês Sion Sono. Duas horas e vinte minutos de poucos acontecimentos, até chegar no clímax de 50 minutos e terminar. Sucesso.

Lendo

Publicado 13/08/2011 por felipe
Categorias: literatura

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O vento soprou, as trombetas cantaram, flechas zuniram: mas o sol, agora subindo em direção ao sul, foi velado pelos vapores de Mordor, e através de uma névoa ameaçadora ele reluzia, remoto, num vermelho morto, como se fosse o final do dia, ou talvez o fim de todo o mundo de luz. E das trevas que se adensavam os nazgûl vieram com suas vozes frias, gritando palavras de morte; então toda esperança se extinguiu.

O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei

7º FANTASPOA – Stake land

Publicado 23/07/2011 por felipe
Categorias: cinema, FANTASPOA, filmes

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Anoitecer violento é um filme que tem a intenção de fazer vampiros serem legais de novo, disse o diretor. Para aceitar isso, temos que ignorar que o cara fez um filme de zumbis e colocou vampiros no lugar deles. Ok.

Uma praga vampira assola o mundo. Um jovem perde os pais e é “adotado” por Mister, um matador de vampiros que está indo para New Eden (o Canadá), onde supostamente há vida decente. O guri narra o filme, o que dá um clima meio atmosférico às vezes, mas nada que torne muito afudê.

Esses vampiros morrem com estacas no coração ou, se são mais velhos (logo mais fortes), com uma cravada na base do crânio. Para mim vampiro forte é aquele que existe há séculos, e nada indica que o apocalipse vampiro devastou a humanidade há tanto tempo assim, mas beleza.

Junta-se um grupinho ao longo da viagem dos dois, há uma seita maligna para causar problemas além dos vampiros, há vampiros sendo jogados de helicópteros para tomar aldeias de refugiados (ineditismo detected?). E há o líder da seita se tornando um vampiro que pensa (sim, porque todos os outros são selvagens e burros como zumbis), porque se entregou aos vampiros quando eles vieram beber seu sangue. Pois é.

Como filme de vampiro, achei inócuo. Muita inovação para o meu gosto fazer vampiro ser epidemia e ser um morto-vivo animalizado atraído por vivos. E nunca vou entender a pessoa virar vampiro e ganhar uma cara de monstro. Qual o sentido disso? Mas enfim… sendo como é, aceitando o que o filme oferece, achei legal. Não tanto, mas para ruim não me serviu. Tem momentos legais, usa bastante silêncio, até, sem falatório engraçadinho e gritaria. Que eu me lembre (faz quase 1 semana que eu vi).

Recomendo procurar no Google a Kelly McGillis, que interpreta uma freira. Eu só fui saber que era ela nos créditos. Kelly McGillis, a mulher do Top Gun, vocês sabem.

7º FANTASPOA – Aballay, o homem sem medo

Publicado 19/07/2011 por felipe
Categorias: cinema, FANTASPOA, filmes

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Western com gauchos argentinos. Piá vê seu pai ser morto por bandidos. Dez anos depois sai em busca de vingança. Mas Aballay, o chefe do bando de malfeitores, mudou, agora é um santo misterioso.

Faroeste competente, com tons contemplativos.

Como eu vi 3 filmes no mesmo dia, sendo este o segundo, ficou meio perdido na minha mente, e não sei bem o que escrever sobre.

Tem degola, umas punhaladas boas e uma cena bizarra e inesperada de uma vara quebrada cravada numa garganta, boca adentro. Belo momento.

Vale ver, porque é bem feito e não existe western sul-americano.


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